O Rio de Janeiro entra em mais uma sequência de calor intenso em pleno verão de 2026. Depois de registrar, no domingo (11/1), a maior temperatura do ano até agora, com 40°C em Santa Cruz, na zona oeste da cidade, os meteorologistas apontam que esta segunda-feira (12/1) pode ser ainda mais quente, com previsão de 41°C em algumas áreas da capital fluminense e manutenção do protocolo de calor nível 3.
Como será o calor extremo em bairros do Rio de Janeiro?
Os dados do Sistema Alerta Rio e do Centro de Operações do Rio mostram que o domingo teve céu com poucas nuvens, ausência de chuva e forte radiação solar, cenário que elevou ainda mais as temperaturas. A cidade permanece no protocolo de calor nível 3, em uma escala que vai até 5, que indica calor intenso e persistente por pelo menos três dias consecutivos.
A tendência para esta segunda-feira é de que o Rio de Janeiro registre novamente a maior temperatura do ano, podendo superar os 40°C do dia anterior e alcançar 41°C em bairros da zona oeste e da zona norte. Essas regiões, mais afastadas do mar e com grande concentração de asfalto e construções, costumam registrar os maiores picos de calor.
Quais as condições de umidade e sensação térmica no Rio de Janeiro?
Além da temperatura elevada, a umidade relativa do ar deve ficar próxima de 30% durante a tarde, valor baixo para uma cidade litorânea e que aumenta o ressecamento das mucosas e o desconforto térmico. Os ventos sopram em intensidade moderada, trazendo leve alívio, mas sem reduzir de forma significativa os valores registrados nos termômetros ou a sensação de abafamento.
Em situações de calor extremo, a sensação térmica frequentemente ultrapassa a marca indicada pelos termômetros, sobretudo em áreas muito adensadas e com pouca vegetação. Essa combinação de baixa umidade, altas temperaturas e forte radiação solar caracteriza episódios típicos de onda de calor urbana, com impacto direto na saúde da população.
Qual a previsão do tempo para os próximos dias no Rio de Janeiro?
Para esta segunda-feira (12/1), a previsão indica céu com poucas nuvens, sem expectativa de chuva e com temperaturas elevadas ao longo do dia e no início da noite. A queda de temperatura após o pôr do sol tende a ser lenta, mantendo o ambiente quente até a madrugada, o que também dificulta o descanso noturno.
Entre terça-feira (13/1) e quinta-feira (15/1), áreas de instabilidade associadas ao calor favorecem a formação de nuvens mais carregadas à tarde, deixando o céu parcialmente nublado. Há previsão de pancadas de chuva isoladas entre a tarde e a noite, geralmente rápidas e localizadas, que podem trazer alívio momentâneo, mas não encerram a sequência de dias muito quentes.
Quais os cuidados recomendados para enfrentar o calor extremo?
Com o calor extremo no Rio de Janeiro, órgãos de saúde e defesa civil reforçam orientações para reduzir riscos de desidratação, mal-estar e problemas respiratórios. A principal recomendação é manter-se hidratado, ingerindo água com frequência ao longo do dia, mesmo sem sensação de sede, e evitando exposição prolongada ao sol nos horários mais críticos.
Também é indicado evitar atividades físicas ao ar livre entre 10h e 16h, priorizar ambientes arejados e usar protetor solar, especialmente para quem trabalha nas ruas. O uso de soro fisiológico nos olhos e no nariz ajuda a reduzir o ressecamento em dias de baixa umidade, e autoridades reforçam a importância de não queimar lixo ou mato, prática que piora a qualidade do ar e aumenta problemas respiratórios. A sequência de temperaturas recordes no Rio altera a rotina da população, aumenta o uso de ventiladores e ar-condicionado e pressiona o consumo de energia elétrica. Praias, áreas verdes e espaços públicos mais ventilados registram maior movimento no início da manhã e no fim da tarde, quando a sensação de calor é um pouco menos intensa.