Um novo ciclone extratropical deve alterar o tempo no Sul do Brasil neste fim de semana, marcando o primeiro evento desse tipo a impactar diretamente a região em 2026. De acordo com dados do Climatempo, Nottus Meteorologia e Simepar, o sistema se forma entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul e tem potencial para provocar chuva forte, ventania, queda de granizo e até formação de tornados em áreas específicas. A situação exige atenção redobrada em parte do Sul e em estados próximos, principalmente entre os dias 9 e 12 de janeiro, com possibilidade de transtornos em áreas urbanas, rodovias e zonas rurais.
Quais áreas serão mais afetadas pelo ciclone extratropical no Brasil?
O coração do sistema se forma entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul, mas os efeitos do ciclone extratropical se estendem para Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul. O Paraná aparece como um dos estados com maior risco de temporais, granizo, rajadas de vento intensas e eventual formação de tornados em setores isolados, sobretudo em áreas de planalto e interior.
No Rio Grande do Sul, a Defesa Civil prevê condição mais crítica para o Centro e o Oeste, com acumulados de chuva em torno de 100 mm em apenas 6 horas e ventos entre 80 km/h e 100 km/h. Já a frente fria associada ao sistema reforça a chuva em São Paulo e Mato Grosso do Sul, enquanto os demais estados do Sudeste e do Centro-Oeste tendem a sentir apenas reflexos indiretos, como aumento de nebulosidade e ligeira queda de temperatura.
Como o tempo deve evoluir até o dia 12 de janeiro?
Segundo o Simepar, o sistema começa a se organizar na sexta-feira (9), ganha força e se estrutura completamente entre sábado (10) e domingo (11), mantendo a atmosfera bastante instável. Nesse período, áreas isoladas de instabilidade podem provocar temporais localizados mesmo onde não chove o dia todo, com variações rápidas de céu claro para chuva intensa.
A previsão indica que, no dia 12 de janeiro, o ciclone extratropical já estará mais afastado em alto-mar, reduzindo gradualmente sua influência direta sobre o Sul. Mesmo assim, podem persistir nebulosidade, mar agitado, ressaca e episódios de chuva fraca ou moderada na faixa litorânea, antes de um processo mais consistente de estabilização do tempo e diminuição dos alertas de tempo severo.
Quais são as principais medidas de proteção?
Os órgãos de proteção e monitoramento recomendam que a população adote medidas simples, mas eficazes, para reduzir riscos durante a atuação do ciclone extratropical no Brasil. Muitas ocorrências graves em temporais estão ligadas a quedas de árvores, objetos soltos, alagamentos e tentativas arriscadas de travessia em áreas inundadas, que podem ser evitadas com planejamento e atenção às orientações oficiais.
- Evitar áreas arborizadas e não estacionar veículos sob árvores durante períodos de vento forte.
- Recolher ou prender bem objetos soltos em varandas, quintais e telhados, como vasos, cadeiras e objetos leves.
- Durante tempestades com raios, manter distância de áreas abertas, estruturas metálicas e contato direto com água.
- Nunca atravessar áreas alagadas, seja a pé ou de carro, devido ao risco de ser arrastado ou cair em buracos encobertos.
- Se um fio energizado cair sobre o veículo, permanecer dentro do carro, não tocar em partes metálicas externas e acionar o Corpo de Bombeiros.
Quais contatos de emergência e serviços de alerta estão disponíveis?
Em situações de emergência, é fundamental acionar rapidamente os serviços responsáveis por resgate, primeiros socorros e proteção da população. Esses canais orientam sobre medidas imediatas e podem encaminhar equipes a áreas afetadas por inundações, deslizamentos, destelhamentos e quedas de árvores ou postes:
- Defesa Civil: telefone 199.
- Corpo de Bombeiros: telefone 193.
Também é possível acompanhar atualizações em tempo real cadastrando o celular para receber avisos por SMS: basta enviar o CEP da localidade para o número 40199. Esse tipo de acompanhamento ajuda moradores, comerciantes e motoristas a reorganizar rotinas, evitando exposição desnecessária em áreas sob maior influência do ciclone e permitindo reação mais rápida a mudanças bruscas no tempo.