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Após 168 anos no mercado, empresa tradicional da indústria de carros declara falência e surpreende o setor

Por Guilherme Silva
08/jan/2026
Em Geral
Gigante automotivo declara falência após mais de 100 anos de história

Gigante automotivo declara falência após mais de 100 anos de história

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A falência da Kiekert AG, tradicional fornecedora de sistemas de travamento automotivo, expõe um ponto sensível da cadeia global de autopeças em 2025. A empresa alemã, responsável por uma fatia relevante das travas de portas usadas em veículos no mundo, entrou em processo de insolvência na Alemanha após um longo período de dificuldades financeiras, envolvendo um grupo com quase dois séculos de atuação contínua e forte presença entre grandes montadoras.

Como foi a falência da Kiekert AG e o impacto na indústria?

A palavra-chave central deste cenário é falência da Kiekert, evento que ressoa em toda a cadeia automotiva e levanta dúvidas sobre a continuidade de fornecimento para montadoras em vários continentes. Como fornecedora de primeiro nível, a empresa entrega sistemas de travamento e componentes de segurança essenciais para plataformas de veículos já em produção.

Quando um fornecedor dessa escala entra em colapso financeiro, surgem riscos de interrupções de produção, necessidade de homologação de novos parceiros e revisão de contratos de longo prazo. Além disso, o caso reforça debates sobre dependência excessiva de poucos fornecedores críticos em segmentos de segurança veicular.

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Kiekert AG – Imagem: Reprodução
Kiekert AG – Imagem: Divulgação/Reprodução

Quais os principais fatores que levaram a Kiekert à insolvência?

O caminho até o pedido de insolvência foi marcado por fatores internos e externos que enfraqueceram gradualmente a liquidez da empresa. A controladora não conseguiu prover o capital de giro necessário, enquanto o ambiente internacional se tornou mais hostil a grupos com forte participação chinesa e exposição ao mercado norte-americano.

Entre os elementos citados por analistas e pela própria gestão da empresa, destacam-se, de forma combinada, os seguintes pontos de pressão financeira e geopolítica:

  • Insuficiência de aporte de capital: dificuldades para cobrir déficits e refinanciar dívidas existentes.
  • Sanções e restrições geopolíticas: limitações a grupos ligados à China afetaram acesso a crédito e mercados.
  • Tarifas sobre autopeças: sobretaxas recentes encareceram exportações e pressionaram margens.
  • Rebaixamento de classificação de risco: ratings piores dificultaram novos financiamentos competitivos.

Quais as consequências da falência da Kiekert para funcionários?

A abertura do processo de falência impacta diretamente os trabalhadores na Alemanha, onde se concentram atividades-chave de desenvolvimento e produção. A legislação local prevê mecanismos de proteção temporária de salários e manutenção de contratos de trabalho enquanto se avaliam alternativas de reestruturação ou venda de ativos.

Para as montadoras, o principal ponto de atenção é garantir a continuidade do fornecimento de sistemas de travamento e componentes correlatos. Como a troca de fornecedor exige testes, certificações e ajustes de engenharia, empresas do setor monitoram se haverá compra por outro grupo, entrada de novos investidores ou fatiamento das operações globais.

Kiekert AG – Imagem: Divulgação/Reprodução
Kiekert AG – Imagem: Divulgação/Reprodução

O que devemos aprender com a falência da Kiekert?

O caso da insolvência da Kiekert AG funciona como alerta para fabricantes e fornecedores em todo o mundo. A dependência de um único perfil de acionista, a concentração de produção em certas regiões e a exposição a disputas comerciais mostram como riscos financeiros e geopolíticos podem superar a liderança tecnológica.

Diante disso, empresas têm revisto estratégias de abastecimento, buscando diversificação de fornecedores críticos e maior transparência sobre a saúde financeira de parceiros. Investidores e analistas também observam com mais atenção endividamento, custo de capital e exposição a sanções, usando a história recente da Kiekert como referência em debates sobre resiliência das cadeias globais de autopeças.

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