Em muitos lares, principalmente em períodos mais frios, cresce o uso de aparelhos elétricos e a quantidade de cabos espalhados pela casa. Quando as tomadas fixas parecem não ser suficientes, a solução mais comum é recorrer à famosa extensão elétrica, mas alguns equipamentos não devem ser ligados em régua de energia ou filtro de linha, sob risco de superaquecimento e até incêndio doméstico.
Por que a extensão elétrica não substitui a tomada fixa?
Uma extensão elétrica é projetada para usos pontuais e moderados, com corrente máxima em amperes (A) e potência em watts (W) bem definidas. Quando diversos aparelhos são conectados ao mesmo tempo, a corrente somada pode ultrapassar essa capacidade, gerando aquecimento excessivo dos cabos e conexões internas.
Muitas extensões ficam escondidas atrás de móveis, o que dificulta perceber cheiro de queimado ou aquecimento anormal. Estatísticas de órgãos de segurança apontam que o uso inadequado de réguas de energia, adaptadores e “T” elétrico está entre as causas recorrentes de incêndios residenciais, especialmente quando se tenta usá-los como substitutos permanentes da tomada fixa.
Quais aparelhos não devem ser ligados em extensão elétrica?
Três grupos de eletrodomésticos devem ser ligados, sempre que possível, diretamente em tomadas de parede: unidades de refrigeração, pequenos equipamentos de cozinha de alta potência e aparelhos para cuidado com os cabelos. Todos têm consumo elevado e podem gerar picos de corrente na partida.
Geladeiras, freezers, micro-ondas, fornos elétricos, airfryers, grills, secadores, chapinhas e ferros de passar podem, juntos ou isoladamente, sobrecarregar uma régua comum. O resultado pode ser aquecimento da fiação, queda de tensão e redução da vida útil dos equipamentos.
Por que geladeiras e aparelhos de cozinha exigem tomada exclusiva?
Geladeiras, frigobares e freezers funcionam várias horas por dia e seus compressores geram picos de corrente a cada partida. Em extensões longas ou de baixa qualidade, isso provoca aquecimento, queda de tensão e risco de dano ao motor, além de possíveis curtos-circuitos em instalações antigas.
Na cozinha, micro-ondas, fornos, panelas elétricas, airfryers e grills frequentemente alcançam potências entre 1.000 e 2.000 watts. Ligar dois ou três desses aparelhos na mesma régua de energia ultrapassa facilmente o limite de uma extensão comum, especialmente em bancadas com poucas tomadas fixas.
Como usar régua de energia com mais segurança no dia a dia?
Extensões podem ser úteis para dispositivos de baixo consumo, como luminárias, carregadores de celular, roteadores e caixas de som. O essencial é respeitar o limite de potência indicado pelo fabricante e evitar a concentração de muitos aparelhos em um único ponto.
Alguns cuidados básicos ajudam a reduzir riscos de superaquecimento, curtos-circuitos e incêndios domésticos ao utilizar filtros de linha e réguas de energia:
- Verificar a potência total dos aparelhos ligados à mesma extensão.
- Preferir modelos com proteção contra surtos e selo de certificação.
- Evitar emendas improvisadas, “T” elétrico e ligação em cascata.
- Manter cabos esticados, sem esmagamento sob móveis ou tapetes.
- Substituir extensões ressecadas, rachadas ou escurecidas.
Quais alternativas são mais seguras do que usar extensão elétrica?
Para reduzir a dependência de régua de energia e aumentar a segurança, o ideal é planejar a instalação elétrica, distribuindo mais tomadas pela casa, sobretudo em cozinha, área de serviço e home office. Em reformas ou construções novas, é recomendável prever circuitos específicos para cargas altas.
Em imóveis já prontos, um profissional habilitado pode avaliar o quadro de distribuição e indicar novos pontos de tomada fixa em locais críticos, como atrás da geladeira ou próximo ao micro-ondas. Ao tratar a extensão como recurso auxiliar, e não solução definitiva, diminuem-se as sobrecargas e o risco de falhas na rede elétrica doméstica.