A construção da Ponte de Guaratuba, no litoral do Paraná, vem mudando a dinâmica de mobilidade entre os municípios da região. A nova ligação sobre a baía promete substituir de forma definitiva a travessia por ferry-boat, aproximando moradores, trabalhadores e turistas, com previsão de entrega para 2026 e investimento superior a R$ 400 milhões.
Como a Ponte de Guaratuba vai mudar a mobilidade no litoral do Paraná?
A Ponte de Guaratuba é o novo eixo logístico entre a BR-376 e a PR-412, rotas estratégicas de acesso ao litoral paranaense. A eliminação da espera em filas para o ferry-boat tende a reduzir o tempo de deslocamento, sobretudo em feriados e na alta temporada.
Com quatro faixas de rolamento, ciclovia e passeios, a ponte aumenta a previsibilidade das viagens e oferece mais segurança para pedestres e ciclistas. A ligação fixa integra de forma contínua o litoral, facilitando a circulação entre praias, balneários e cidades vizinhas.
Qual é o andamento atual das obras da Ponte de Guaratuba?
O andamento da obra alcançou patamar avançado, com a maior parte das fundações concluída e as estacas profundas praticamente finalizadas. Sobre elas se apoia a mesoestrutura, formada por travessas e pilares que sustentam as vigas longitudinais.
Na superestrutura, boa parte das vigas de concreto já foi produzida e lançada, incluindo trechos pré-moldados que somam centenas de metros de tabuleiro. A etapa estaiada avança com aduelas em balanços sucessivos, reduzindo interferências na navegação e no ambiente da baía.
Quais são as principais características técnicas da Ponte de Guaratuba?
Do ponto de vista de engenharia, a ponte combina trechos em vigas pré-moldadas com um vão estaiado, onde cabos de aço sustentam o tabuleiro a partir de torres principais. Essa solução garante gabarito para embarcações, maior vão livre e menos apoios no espelho d’água.
A seguir, estão alguns dos principais elementos técnicos e de segurança previstos no projeto, que reforçam a funcionalidade e a operação da nova ligação:
- Quatro faixas de tráfego para organizar melhor o fluxo de veículos;
- Ciclovia e passeios para ampliar a mobilidade não motorizada;
- Barreiras rígidas laterais e centrais para aumentar a segurança viária;
- Guarda-corpos dedicados à proteção de pedestres e ciclistas;
- Iluminação viária para garantir visibilidade noturna e segurança operacional.
Para acompanhar a atualização que mostra a Ponte de Guaratuba atingindo 85% de execução, vale conferir o vídeo publicado nas redes oficiais do projeto. Com mais de 13 mil seguidores em seu perfil, o conteúdo apresenta números da obra e destaca o ritmo acelerado que aproxima a entrega da nova ligação no litoral do Paraná:
Como serão os acessos viários e as obras de contenção da ponte?
Nos acessos em Guaratuba e Matinhos, o projeto inclui amplas frentes de terraplenagem, drenagem e pavimentação, articuladas ao cronograma da ponte. Essas obras visam alinhar a rodovia ao nível do tabuleiro e melhorar a fluidez do tráfego local e regional.
Para garantir a estabilidade dos terrenos após o rebaixamento de morros, são usadas técnicas como solo grampeado, muros de solo reforçado e cortinas atirantadas. Esse conjunto de soluções reduz riscos geotécnicos e assegura durabilidade às pistas de acesso.
Quais impactos a Ponte de Guaratuba deve trazer para o litoral paranaense?
A entrada em operação da ponte tende a reduzir o tempo de espera, eliminar agendamentos de travessia e criar um fluxo mais contínuo entre os municípios litorâneos. O turismo ganha com um acesso mais ágil entre praias, tornando a região mais competitiva frente a outros destinos do Sul.
A logística de serviços públicos e privados passa a contar com uma rota mais estável para ambulâncias, ônibus, caminhões de abastecimento e veículos de manutenção. Órgãos ambientais e de infraestrutura seguem monitorando impactos e adotando medidas de controle e compensação previstas em licenças e estudos técnicos.