Em Belém, capital do estado do Pará, um incidente envolvendo um repórter fotográfico brasileiro destacou as complexidades associadas à segurança e à logística em grandes eventos internacionais. O profissional, que colaborava com a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, foi impedido pela segurança portuária de acessar uma área restrita no Terminal Portuário de Outeiro.
O terminal em questão está localizado na praia de Brasília e enfrenta reformas significativas para se preparar para a COP30, a conferência climática da ONU agendada para novembro de 2025. A reforma visa adequar o espaço para a atracação de navios de cruzeiro, que servirão como hospedagem alternativa para os participantes do evento, dado o limitado número de acomodações hoteleiras na área metropolitana de Belém.
‼️ Fotógrafo da imprensa internacional é detido no porto que receberá navios da COP30
— Cenarium (@cenariumam) August 27, 2025
O repórter fotográfico Lúcio Távora, de Brasília (DF), foi detido pela Guarda Portuária do Porto de Outeiro, em Belém, e conduzido à sede da Polícia Federal (PF), na manhã desta quarta-feira,… pic.twitter.com/qzxUGBrSs9
Por que o repórter foi detido?
A detenção do repórter fotográfico em uma área alfandegária restrita ilustra a rigidez dos protocolos de segurança em ambientes portuários. Estas normas são essenciais para garantir a proteção não apenas das operações logísticas, mas também das pessoas que transitam por esses locais. A Companhia Docas do Pará (CDP), responsável pela administração do terminal de Outeiro, reiterou a necessidade de cumprimento desses protocolos, enfatizando que qualquer entrada não autorizada representa um risco potencial à integridade das instalações.
O projeto de reforma do terminal portuário de Outeiro é parte fundamental do plano logístico nacional para a COP30. Com um investimento de R$ 180 milhões, o objetivo é permitir que dois grandes navios de cruzeiro sejam atracados, disponibilizando cerca de 3.900 cabines, capazes de acomodar aproximadamente 6 mil pessoas. Esta iniciativa visa suprir a carência de hospedagem na região durante o evento, além de representar um marco na infraestrutura de recepção para conferências internacionais no país.

Como as autoridades locais reagiram ao incidente?
A ocorrência atraiu a atenção do Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor-PA), que repudiou publicamente a detenção do repórter. A entidade destacou a importância de garantir a liberdade de imprensa, ao mesmo tempo em que reconheceu a necessidade de respeitar as normas de segurança. Para o setor jornalístico, o episódio ressalta a necessidade de clareza e presteza no fornecimento de autorizações para profissionais da mídia que cobrem eventos de grande magnitude, como a COP30.
O evento destaca a necessidade de um equilíbrio entre a segurança física das instalações e a autonomia do trabalho jornalístico, principalmente em ocasiões que atraem atenção mundial e envolvem grandes operações logísticas e de segurança. Ao final, o repórter foi liberado no mesmo dia, mas a discussão sobre a interação entre normas de segurança e direitos jornalísticos continua relevante para eventos futuros.
Perguntas frequentes sobre a detenção do repórter
O que motivou a detenção do repórter?
O repórter foi detido por acessar uma área restrita do Terminal Portuário de Outeiro sem autorização, contrariando os protocolos de segurança portuária. Ao final, o repórter foi liberado no mesmo dia.
Quais as principais reformas no Terminal de Outeiro para a COP30?
As reformas incluem melhorias na infraestrutura para receber navios de cruzeiro que servirão como hospedagem alternativa para os participantes da COP30, aumentando a capacidade de acomodação da região.
Como será garantida a segurança dos participantes da COP30?
A CDP e órgãos de segurança pública estão elaborando protocolos específicos e investindo em tecnologia para monitoramento e controle de acesso, assegurando a integridade dos espaços e dos participantes.
Jornalistas terão acesso facilitado às áreas restritas do evento?
O acesso dependerá da obtenção prévia de credenciais e autorizações específicas, tema que passou a ser debatido com mais intensidade após o incidente, visando garantir tanto a segurança do local quanto a liberdade de imprensa.
O que a COP30 representa para Belém?
Além de ser um evento de grande importância internacional, a COP30 deve impulsionar investimentos em infraestrutura e causar um legado positivo para a cidade em termos de turismo, logística e exposição global.