O Senado Federal gastou R$ 2,5 milhões com passagens em classe executiva para viagens internacionais de parlamentares em 2025, levantando questionamentos sobre o uso de recursos públicos.
Quanto o Senado gastou com passagens de executiva em 2025?
O levantamento aponta que a Casa desembolsou R$ 2,5 milhões para custear viagens internacionais em classe executiva, utilizadas por senadores em missões oficiais ao longo do ano. Os dados consideram bilhetes pagos diretamente pelo Senado.
O valor chama atenção por envolver uma categoria de passagens mais cara, ainda que autorizada pelas normas internas. A prática reacende o debate sobre controle de gastos públicos e critérios de economicidade.
Quem foram os senadores que mais gastaram?
Entre os parlamentares, três nomes concentram os maiores valores com bilhetes executivos. Irajá (PSD-TO), Ciro Nogueira (PP-PI) e Dra. Eudócia (AL) somam juntos cerca de R$ 197 mil em despesas.
Os gastos envolvem viagens para compromissos institucionais no exterior, incluindo agendas políticas e técnicas. Mesmo com justificativas oficiais, os números geram questionamentos sobre a necessidade da classe escolhida.
Quais foram as viagens mais caras registradas?
Algumas viagens específicas se destacam pelos altos valores pagos com recursos públicos. Os destinos incluem países como Rússia, Estados Unidos e China, com agendas variadas. Entre os principais casos registrados estão:
- Irajá: viagem a Moscou em outubro de 2025 – R$ 68 mil
- Ciro Nogueira: ida a Nova York para evento internacional – R$ 67,4 mil
- Dra. Eudócia: visitas técnicas na China – R$ 61,5 mil
Outros senadores também tiveram gastos elevados?
Além dos três principais, outros parlamentares também registraram despesas superiores a R$ 50 mil em viagens internacionais com bilhetes executivos.
Entre eles estão nomes como Mara Gabrilli, Jorge Seif, Fabiano Contarato e Hamilton Mourão, todos em compromissos oficiais fora do país. As agendas incluíram eventos internacionais, missões institucionais e conferências.
Quais são as regras para passagens no Senado?
As normas do Senado permitem que os custos com transporte aéreo sejam pagos pela Casa em viagens oficiais, tanto no Brasil quanto no exterior. A responsabilidade pela emissão e escolha dos bilhetes é do próprio parlamentar.
Apesar disso, existe uma orientação para que sejam escolhidas opções “mais vantajosas”, considerando fatores como economia, planejamento e interesse público. No entanto, não há uma regra clara que limite o uso de classe executiva.
Por que os gastos geram debate público?
O uso de recursos públicos para bancar passagens de alto custo levanta discussões sobre transparência e responsabilidade fiscal. Especialistas apontam que a ausência de critérios mais rígidos abre espaço para despesas elevadas.
Ao mesmo tempo, defensores alegam que viagens internacionais exigem conforto e condições adequadas para o desempenho das funções. O tema segue em debate, especialmente diante do cenário de cobrança por maior eficiência no gasto público.