A disputa judicial entre a deputada Erika Hilton e a designer Isabella Alves Cêpa ganhou novos capítulos após acusações públicas e troca de processos.
O que motivou o novo processo contra Erika Hilton?
A designer gráfica Isabella Cêpa apresentou uma queixa-crime por calúnia e injúria contra Erika Hilton após ser chamada de “criminosa” e “fracassada”. A ação foi protocolada na Justiça de São Paulo.
Segundo a militante, as declarações ultrapassaram o campo do debate político e configuram ataque pessoal. A acusação também cita comparações feitas pela deputada com figuras ligadas ao nazismo.
Como começou o conflito entre as duas?
O embate teve início em 2020, quando Isabella criticou o PSOL e demonstrou insatisfação com o cenário político de São Paulo. Na ocasião, questionou o resultado das eleições municipais.
A partir daí, divergências sobre o chamado feminismo materialista ampliaram o conflito. A denúncia afirma que houve uma sequência de desentendimentos que evoluíram para disputas judiciais.
Qual o histórico de ações judiciais entre as partes?
Antes da nova ação, Erika Hilton já havia processado Isabella por transfobia. O caso tramitou na Justiça Federal e também chegou ao Supremo Tribunal Federal.
As decisões anteriores foram favoráveis à designer. Tanto o inquérito quanto a reclamação foram arquivados, consolidando, segundo a defesa, sua condição de inocência jurídica.
Por que o caso tramita na Justiça comum?
A queixa atual foi direcionada à Justiça comum de São Paulo. Isabella argumenta que as declarações não estão ligadas ao exercício do mandato parlamentar da deputada.
De acordo com a acusação, o episódio envolveu opiniões pessoais e não atividade legislativa. Isso afastaria a competência de instâncias superiores como o STF.
Quais são as principais acusações apresentadas?
A denúncia detalha os pontos que fundamentam a ação judicial contra a deputada. Entre eles, estão:
- Calúnia, ao atribuir crime sem comprovação
- Injúria, por ofensas à reputação pessoal
- Uso indevido de visibilidade pública para ataques
- Comparação considerada ofensiva com o nazismo
A defesa sustenta que não havia qualquer processo ou condenação que justificasse o uso do termo “criminosa”.
O que levou Isabella a buscar asilo político?
Em 2025, Isabella deixou o Brasil após relatar ameaças graves recebidas nas redes sociais. Ela afirmou ter sido alvo de intimidações, incluindo mensagens com dados pessoais de familiares.
A designer percorreu países europeus até obter asilo político, concedido por uma nação que considerou haver indícios de perseguição. O processo foi conduzido pela Agência da União Europeia para o Asilo e durou pouco mais de um mês.
