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Início Justiça

Documento da prefeitura aponta que ‘Sicário’ foi enterrado um mês antes da própria morte e gera confusão

Por Junior Melo
10/abr/2026
Em Justiça
Documento da prefeitura aponta que 'Sicário' foi enterrado um mês antes da própria morte e gera confusão

Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário - Foto: PMMG

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Um erro no sistema da Prefeitura de Belo Horizonte levantou dúvidas sobre a cronologia da morte e do sepultamento de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado como homem de confiança do banqueiro Daniel Vorcaro. A divergência foi corrigida após a identificação da falha.

Qual é a divergência na data do sepultamento registrada pela prefeitura?

O sistema municipal que registra sepultamentos em Belo Horizonte indicava que “Sicário” teria sido enterrado em 8 de fevereiro de 2026, quase um mês antes da data oficial de sua morte. O dado chamou atenção por contrariar a sequência lógica dos eventos.

De acordo com informações apuradas, o erro estava vinculado ao registro no sistema da capital mineira, que apontava o sepultamento no Cemitério do Bonfim, um dos mais tradicionais da cidade, sem refletir a data real do ocorrido.

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Quem era Luiz Phillipi “Sicário” e o que aconteceu em março?

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de “Sicário”, era apontado como “faz-tudo” ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. Ele ganhou atenção no contexto de investigações conduzidas pela Polícia Federal.

Em 6 de março de 2026, “Sicário” foi preso pela Polícia Federal (PF) em Belo Horizonte. No mesmo dia, ele teria tentado suicídio dentro da carceragem e foi encaminhado ao Hospital João XXIII, onde acabou não resistindo, segundo informações da defesa.

O que dizem os documentos oficiais sobre a morte de “Sicário”?

Os registros oficiais apresentam versões diferentes ou incompletas sobre as circunstâncias da morte de Luiz Phillipi. A ausência de informações detalhadas na certidão de óbito também chamou atenção de especialistas. Entre os principais pontos documentais e relatos envolvidos no caso, estão:

  • A certidão de óbito foi emitida pelo Cartório do 1º Subdistrito de Belo Horizonte
  • O documento não especifica a causa da morte, indicando apenas “aguardando exames”
  • Segundo a defesa, ele teria sofrido morte encefálica por falta de oxigenação cerebral
  • A Polícia Federal aponta que ele teria tentado suicídio na custódia
  • Especialistas afirmam que, em casos de suicídio, a causa costuma ser detalhada como “lesões autoinfligidas”

Por que a Prefeitura de Belo Horizonte atribuiu erro no registro?

Após a repercussão da inconsistência, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que houve um problema técnico no lançamento dos dados no sistema funerário municipal. A falha teria afetado a data de sepultamento registrada.

Em nota, a administração municipal explicou que a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica identificou um “erro de digitação” no sistema Sinec, responsável pelo controle dos cemitérios. A informação foi posteriormente corrigida.

Por que os dados do caso estão sob sigilo no Supremo Tribunal Federal?

Além das divergências administrativas, o caso também envolve decisões judiciais que restringem o acesso às informações completas sobre a morte de “Sicário”. O tema chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O ministro André Mendonça, relator de investigações relacionadas ao caso Master, negou o compartilhamento dos dados solicitados pela CPI do Crime Organizado do Senado. Segundo ele, as investigações ainda estão em andamento e dependem de diligências pendentes.

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