O ministro do Supremo Tribunal Federal, Kassio Nunes Marques, suspendeu o afastamento do prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, que estava fora do cargo há 146 dias por decisão judicial. A medida devolve o comando do município ao político, conhecido pelos vídeos virais, enquanto o caso segue em análise na Justiça.
Por que o STF considerou o afastamento excessivo?
Na decisão desta terça-feira (31/3), Nunes Marques avaliou que houve uma intervenção excessiva na administração municipal, sem comprovação de risco atual à ordem pública ou à investigação criminal.
O ministro destacou ainda a falta de contemporaneidade entre os fatos investigados e a medida de afastamento, o que enfraqueceu a justificativa para manter o prefeito fora do cargo.
O que motivou o afastamento de Rodrigo Manga?
O afastamento foi determinado pelo TRF-3, no âmbito da Operação Copia e Cola, e depois mantido pelo STJ, com base em suspeitas de irregularidades. As investigações apontaram indícios de práticas ilegais desde 2021, incluindo crimes como:
- Lavagem de dinheiro
- Fraude em licitações
- Contratação direta ilegal
- Participação em organização criminosa
Como a falta de fatos recentes pesou na decisão do STF?
Segundo o ministro, o único elemento recente citado foi um contrato firmado em junho de 2025 por uma autarquia municipal, considerado insuficiente para justificar a medida extrema.
Ele também ressaltou que o afastamento ocorreu meses após os principais indícios, próximo ao período eleitoral, o que reforçou a revisão da decisão. Veja publicação recente do prefeito:
Como a defesa nega acusações e fala em perseguição política?
A defesa de Rodrigo Manga afirmou que o afastamento representava um constrangimento ilegal, sem provas mínimas ou risco ao andamento do processo.
O advogado Rafael Carneiro declarou que a decisão do STF reforça a proteção aos direitos políticos, enquanto o MPF mantém a denúncia contra o prefeito e outras 12 pessoas por crimes na área da saúde.
