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Anvisa proíbe autoinjetor de adrenalina importado por estar sem registro no Brasil

Por Guilherme Silva
06/abr/2026
Em Geral
Mãos com luvas segurando autoinjetor sob iluminação dramática

Anvisa proíbe venda do autoinjetor de adrenalina EpiPen por falta de registro no Brasil

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A Anvisa determinou a apreensão imediata do autoinjetor de adrenalina Epipen, importado pela rede Pague Menos. A medida proíbe o armazenamento, a comercialização, a distribuição, o transporte e a propaganda do produto em todo o território nacional.

Por que a Anvisa proibiu a venda desses produtos?

A decisão foi motivada pelo anúncio de venda do medicamento de origem estrangeira sem registro sanitário na Anvisa. Sem esse controle, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária não pode garantir a composição, a segurança ou a eficácia real do item para o consumidor.

Produtos comercializados de forma clandestina representam um risco elevado, pois não passam pelos testes rigorosos exigidos no Brasil. A medida visa proteger a saúde pública contra substâncias que podem não entregar o efeito terapêutico prometido em situações de emergência.

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Quais outros medicamentos foram atingidos pela fiscalização?

Além do autoinjetor, o fitoterápico Extrato de Valeriana, da marca Foglie Di Tè, também foi alvo de apreensão pela falta de licença. A fabricante Aldeia Produtos Naturais está proibida de armazenar, comercializar, distribuir, fabricar, transportar e fazer propaganda do produto, sob pena de sanções severas.

Abaixo, listamos os principais itens mencionados na Resolução (RE) 1.280/2026:

  • Autoinjetor de adrenalina Epipen.
  • Extrato de Valeriana (fitoterápico sem licença).
  • Lucielo 50 Eltrombopag Olamina (sem registro).
  • Luciale 150mg Cloridrato de Alectinibe (sem registro).

As empresas Oncomed Distribuidora e Pague Menos devem retirar os itens de circulação conforme as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A fiscalização contínua é essencial para manter a integridade do mercado farmacêutico brasileiro.

Frasco de extrato fitoterápico sob luz clínica
Frasco de extrato fitoterápico sob luz clínica

Quais os riscos de consumir remédios sem registro?

Medicamentos sem o registro na Anvisa podem conter dosagens incorretas ou até substâncias tóxicas não declaradas no rótulo. Em casos de reações alérgicas graves, um autoinjetor com falha na composição pode ser fatal por não reverter o quadro clínico esperado.

A rastreabilidade também fica comprometida, impedindo que o paciente saiba as condições reais de transporte e armazenamento da carga. O transporte de fármacos sem autorização é passível de multas e processos administrativos para as distribuidoras envolvidas, conforme publicado no Diário Oficial da União.

Como identificar se um medicamento é seguro?

Todo produto legalizado deve apresentar o número de registro na embalagem, iniciando pelo algarismo 1 e precedido pela sigla MS (Ministério da Saúde). O consumidor pode verificar essa numeração diretamente no portal eletrônico da Anvisa para confirmar a validade técnica do lote.

A transparência nos dados ajuda a evitar o consumo de mercadorias pirateadas ou contrabandeadas que circulam em canais de venda duvidosos. Optar por estabelecimentos credenciados e exigir a nota fiscal são passos fundamentais para garantir que o tratamento seja seguro e livre de fraudes.

O que fazer se você adquiriu um produto proibido?

Caso tenha comprado algum dos itens listados, a recomendação da Anvisa é interromper o uso imediatamente e procurar orientação médica. É possível denunciar farmácias ou sites que ainda exibam anúncios desses medicamentos clandestinos por meio da ouvidoria oficial da Anvisa.

Manter-se informado sobre as atualizações sanitárias protege não apenas você, mas toda a comunidade contra práticas comerciais abusivas. A saúde é um direito fundamental e depende de uma regulação forte e ativa para impedir que substâncias perigosas cheguem às mãos dos pacientes.

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