O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pode adiar a reunião com o líder chinês Xi Jinping caso não haja avanço nas discussões com a China sobre a crise no Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte global de petróleo.
Por que Trump pode adiar encontro com Xi Jinping?
Durante entrevista ao Financial Times, Donald Trump disse que prefere conhecer a posição da China sobre a crise no Golfo antes de viajar para a reunião marcada ainda este mês. O presidente afirmou que duas semanas são muito tempo para aguardar sem uma resposta clara.
Segundo ele, a viagem à China pode ser adiada se não houver definições sobre a cooperação internacional para garantir a segurança da rota marítima. Trump, no entanto, não especificou quanto tempo o encontro poderia ser postergado.
Por que Trump quer que a China participe da reabertura do Estreito de Ormuz?
Trump defendeu que a China participe de um esforço internacional para reabrir o Estreito de Ormuz, ressaltando a forte dependência energética do país asiático em relação à região. Segundo ele, Pequim tem interesse direto na estabilidade da passagem marítima.
O presidente destacou que grande parte do petróleo consumido pela China passa pela região, o que justificaria uma colaboração mais ativa para garantir o fluxo de navios petroleiros e evitar impactos na economia global.
Quais países foram convidados para o esforço internacional?
A proposta apresentada por Trump envolve a criação de uma ação conjunta entre várias potências globais para restabelecer a segurança da navegação no estreito, considerado um dos pontos estratégicos mais importantes do planeta. Entre os países citados pelo presidente dos EUA para participar da iniciativa estão:
- China
- França
- Japão
- Coreia do Sul
- Reino Unido
China ainda avalia participação na operação?
Falando a jornalistas a bordo do Air Force One, Trump disse que não pode garantir que a China aceitará participar da iniciativa internacional. Segundo ele, Pequim ainda avalia suas opções.
O presidente sugeriu que a decisão pode envolver interesses estratégicos mais amplos, além da questão energética. “Talvez participem, talvez não”, afirmou, destacando que podem existir motivos mais profundos por trás da posição chinesa.
Como a crise no Estreito de Ormuz preocupa o mercado global?
As declarações de Trump acontecem em meio às tensões envolvendo o Irã, que têm provocado perturbações no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.
Enquanto isso, negociações diplomáticas continuam. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, reuniu-se em Paris com o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng para discutir preparativos da possível cúpula em Pequim e o cenário geopolítico envolvendo a crise.