A guerra entre Estados Unidos e Irã ganhou novos desdobramentos após autoridades americanas afirmarem que o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, estaria ferido e escondido em um bunker. A declaração foi feita nesta sexta-feira (13/3) pelo secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth.
Como estaria a situação do líder supremo do Irã?
Durante coletiva no Pentágono, Hegseth afirmou que informações de inteligência indicam que Mojtaba Khamenei estaria ferido e possivelmente desfigurado. Segundo ele, a liderança iraniana estaria refugiada em estruturas subterrâneas em áreas civis.
O secretário descreveu a situação da cúpula do regime como desesperadora. De acordo com ele, autoridades iranianas estariam se escondendo para evitar novos ataques militares durante a guerra contra os Estados Unidos.
Qual o impacto da ausência de vídeo no pronunciamento?
Hegseth também chamou atenção para o primeiro pronunciamento de Khamenei após assumir o poder. A mensagem foi transmitida pela televisão estatal iraniana apenas em texto, sem vídeo ou gravação de voz.
Para o secretário americano, o fato levanta dúvidas sobre o estado de saúde do líder. Ele questionou por que um país com ampla estrutura de comunicação optaria por divulgar apenas um comunicado escrito.
Qual a decisão do Irã sobre o Estreito de Ormuz?
Apesar das pressões militares, Mojtaba Khamenei declarou que o Irã continuará atacando bases americanas no Oriente Médio. Ele também afirmou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado para parte da navegação internacional.
Uma autoridade iraniana disse à Agence France-Presse que alguns navios estrangeiros poderão atravessar a região estratégica. No entanto, o governo não informou quais países terão autorização para passagem.
Como o Pentágono avalia as forças militares iranianas?
Segundo Pete Hegseth, os bombardeios americanos reduziram drasticamente as capacidades militares iranianas. Ele afirmou que a infraestrutura bélica do país sofreu danos significativos desde o início do conflito. Dados apresentados pelo Pentágono indicam forte queda na ofensiva de Teerã. Entre os números divulgados estão:
- redução de cerca de 90% nos disparos de mísseis
- queda de aproximadamente 95% nos ataques com drones
- marinha iraniana considerada praticamente inoperante no Golfo Pérsico
Quais os próximos passos na situação?
Apesar do otimismo do governo americano, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, Dan Caine, apresentou uma avaliação mais cautelosa sobre a guerra.
Segundo ele, o Irã ainda mantém capacidade de realizar ataques e ameaçar navios comerciais e forças aliadas na região. Mesmo com perdas recentes, o país ainda possui recursos militares que podem prolongar o conflito.