A Polícia Federal identificou que o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, recebeu cerca de R$ 4 milhões em fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões. O caso está em investigação e ganhou novos desdobramentos.
Como funcionava o esquema de descontos indevidos no INSS?
Entre 2023 e 2024, período em que Stefanutto estava à frente do INSS, os repasses irregulares ocorreram por meio de contas ligadas à advogada Cecília Rodrigues Mota, presa recentemente. A PF aponta que parte do valor também foi usada para gastos pessoais, como viagens e hospedagens.
A investigação analisou extratos bancários e pagamentos indiretos a pessoas próximas ao ex-presidente, confirmando que o esquema não se limitava apenas a valores diretos, mas incluía vantagens adicionais para os envolvidos. As informações são do jornal o Estado de São Paulo.
O que é a Operação Indébito e quem estava envolvido?
A Operação Indébito investiga uma organização estruturada para aplicar descontos associativos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas. O esquema usava entidades para filiações fraudulentas, permitindo cobranças automáticas em larga escala.
As apurações revelaram que a organização tinha ligação com a cúpula do INSS, o que ampliou o alcance da investigação. Estima-se que centenas de milhares de beneficiários tenham sido afetados, gerando movimentações financeiras significativas.
Quem foi preso e quais medidas foram adotadas?
Na fase mais recente, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão e prendeu suspeitos no Distrito Federal e Ceará. Entre os alvos está a deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE), monitorada por tornozeleira eletrônica pelo STF.
O caso também resultou na prisão da advogada Cecília Rodrigues Mota, operadora central do esquema, garantindo que a investigação avance sobre os responsáveis diretos e indiretos pelo desvio de recursos.
Quais foram os impactos para o ex-presidente do INSS?
Stefanutto foi demitido do cargo em abril de 2025, após o avanço das primeiras fases da investigação. Desde então, ele também responde a medidas judiciais sob supervisão do STF, enquanto o caso segue em andamento.
A atuação do ex-presidente evidencia falhas internas na fiscalização do INSS, mostrando como líderes de instituições públicas podem ter acesso a estruturas que facilitam desvios de grande porte.
Quem foi prejudicado e quais são os próximos passos da investigação?
O esquema impactou diretamente milhares de aposentados e pensionistas, prejudicando especialmente aqueles que dependem do benefício para subsistência. A Polícia Federal segue analisando movimentações financeiras e contratos relacionados ao caso. Os próximos passos da investigação incluem identificar todos os envolvidos e reforçar medidas de responsabilização. Entre os principais pontos de atenção estão:
- Centenas de milhares de beneficiários afetados pelos descontos irregulares.
- Movimentações financeiras significativas ligadas à rede criminosa.
- Envolvimento de integrantes da cúpula do INSS no esquema.
- Medidas judiciais em andamento, incluindo monitoramento eletrônico de políticos.