A Polícia Federal deflagrou quarta-feira (25/3) a Operação Fallax e tem como um dos alvos o CEO do Grupo Fictor, Rafael Gois, investigado por suspeita de participação em um esquema milionário de fraudes na Caixa Econômica Federal. A ação também atingiu o ex-sócio Luiz Rubini, com mandados cumpridos em São Paulo, ampliando o alcance da investigação da PF.
Como funcionava o esquema de fraudes investigado pela PF?
Segundo a PF, o esquema envolvia o acesso indevido a sistemas bancários e a inserção de dados falsos para viabilizar saques e transferências ilegais. A prática permitia movimentações financeiras sem autorização legítima.
Para executar as fraudes, o grupo contava com a cooptação de funcionários de instituições financeiras, o que facilitava o acesso às plataformas internas e a manipulação de informações sensíveis. As informações são do portal g1.
Quais foram os impactos financeiros e como o dinheiro era ocultado?
As investigações apontam que o esquema movimentou mais de R$ 500 milhões, com uma estrutura sofisticada voltada à ocultação dos recursos desviados. Após os saques, o dinheiro era rapidamente pulverizado. Para dificultar o rastreamento, os valores seguiam diferentes caminhos no sistema financeiro ilegal. Entre as principais estratégias usadas pelos investigados, destacam-se:
- Transferência para empresas de fachada
- Conversão em bens de luxo
- Aquisição e uso de criptomoedas
O que foi cumprido na operação Fallax?
A Operação Fallax mobilizou um grande efetivo e resultou no cumprimento de diversos mandados. A ação faz parte de uma investigação mais ampla sobre fraudes financeiras e lavagem de dinheiro. Durante a operação, foram realizadas as seguintes medidas pela Polícia Federal:
- 43 mandados de busca e apreensão
- 21 mandados de prisão
- Bloqueio de cerca de R$ 47 milhões em bens e valores
Qual é a relação da Fictor com o Banco Master?
Nos últimos meses, o Grupo Fictor ganhou destaque após a tentativa de aquisição do Banco Master, em meio à crise enfrentada pela instituição financeira.
A proposta envolvia um aporte bilionário para reestruturação do banco, mas acabou não sendo concluída. O caso levantou questionamentos sobre a origem dos recursos e a viabilidade da operação.
O que dizem a Caixa e a Fictor sobre as investigações?
A Caixa Econômica Federal afirmou que atua de forma contínua no combate a fraudes e que colabora com a Polícia Federal. Segundo o banco, a operação foi iniciada a partir de comunicações feitas por seus próprios sistemas de monitoramento. A instituição reforçou ainda seu compromisso com a integridade e disse adotar políticas rigorosas de prevenção a ilícitos.
Já o Grupo Fictor declarou que houve busca e apreensão na residência de Rafael Gois, sendo apreendido apenas o celular do executivo. A empresa afirmou que irá prestar esclarecimentos às autoridades assim que tiver acesso completo à investigação. Segundo a nota, a intenção é esclarecer os fatos e colaborar com os órgãos competentes.