Na manhã desta terça-feira (17/3), a Polícia Federal prendeu Cecília Rodrigues Mota, ex-presidente de associações de aposentados, e mais um empresário durante a Operação Indébito, que investiga fraudes em aposentadorias do INSS. A ação também cumpriu mandados de busca no Distrito Federal e no Ceará.
Quem são os alvos e como a operação da PF atua?
Segundo informações do portal R7, além de Cecília Rodrigues Mota, o empresário Natjo de Lima Pinheiro foi preso. A deputada federal pelo Ceará Gorete Pereira (MDB) também é alvo, usando tornozeleira eletrônica. A operação é conduzida pelo STF, com apoio da Controladoria-Geral da União, e segue a linha da Operação Sem Desconto.
O foco da investigação é o grupo suspeito de aplicar descontos associativos indevidos em pensões e aposentadorias sem autorização. As ações incluem:
- Inserção de dados falsos em sistemas oficiais para viabilizar cobranças.
- Uso de associações vinculadas aos investigados para descontos indevidos.
- Ocultação e movimentação de bens para esconder valores obtidos ilegalmente.
O que Cecília disse na CPMI do INSS?
Durante depoimento na CPMI do INSS, Cecília admitiu conhecer parte dos investigados e possuir empresas sob suspeita, mas negou que os recursos movimentados tenham origem ilegal. Inicialmente, amparada por habeas corpus, afirmou que usaria o direito ao silêncio, respondendo apenas algumas perguntas.
O relator Alfredo Gaspar questionou repasses milionários e conexões com pessoas próximas ao INSS. Cecília declarou manter apenas vínculos institucionais, reconhecendo participação societária em empresas, mas sem detalhar transferências financeiras ou relações comerciais.
Quais dúvidas surgiram sobre patrimônio e viagens?
Parlamentares questionaram a evolução patrimonial, viagens internacionais e valores que teriam passado por contas ligadas à advogada. Cecília sustentou que todos os bens e despesas derivam de sua atuação na advocacia, contestando irregularidades.
Apesar da defesa, senadores apontaram indícios de inconsistências e suspeitas sobre movimentações financeiras. A ex-presidente manteve sua versão de inocência, afirmando que documentos comprovariam a legalidade de suas operações e recursos.
Como a Operação da PF impacta o INSS e os aposentados?
A Operação Indébito reforça o combate a fraudes previdenciárias que prejudicam aposentados e pensionistas em todo o país. As prisões e mandados demonstram a continuidade da fiscalização em parceria com a CGU. A ação evidencia os principais riscos do esquema, incluindo:
- Perdas financeiras de aposentados e pensionistas.
- Danos à credibilidade do INSS.
- Necessidade de controles internos e fiscalização rigorosa para coibir desvios.