O ministro do STF Alexandre de Moraes marcou para 14 de abril, às 14h, o interrogatório do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que responde como réu por coação no curso do processo. A audiência será por videoconferência e faz parte da fase de instrução da ação penal.
Quando será o interrogatório de Eduardo Bolsonaro?
O interrogatório de Eduardo Bolsonaro foi agendado para o dia 14 de abril, às 14h, e será realizado por videoconferência, mesmo que o réu não compareça à audiência.
O ministro Alexandre de Moraes também determinou a intimação da PGR e da DPU, que deverão acompanhar o depoimento, garantindo a legalidade do procedimento. As informações são da CNN Brasil.
Por que Eduardo Bolsonaro virou réu no STF?
A denúncia contra o ex-deputado foi aceita pela Primeira Turma do STF em novembro do ano passado, com votos favoráveis de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
Segundo o procurador-geral Paulo Gonet, Eduardo e o jornalista Paulo Figueiredo teriam articulado ações para interferir em processos judiciais com o objetivo de beneficiar Jair Bolsonaro. Veja a reação de Eduardo nas redes sociais:
O corrupto Moraes tem 129 milhões de assuntos para se preocupar, mas prefere se atentar a isso👇 pic.twitter.com/LS5IVbG8id
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) March 30, 2026
O que diz a decisão de Moraes sobre o andamento do processo?
Antes de marcar o interrogatório, Moraes analisou a possibilidade de absolvição sumária, mas decidiu dar continuidade à ação penal, avançando para a fase de instrução.
O ministro destacou que Eduardo Bolsonaro foi citado por edital e não apresentou defesa prévia, o que levou ao acionamento da Defensoria Pública da União para assegurar assistência jurídica.
O que pode acontecer com Bolsonaro neste caso?
A eventual repercussão do vídeo levantou hipóteses sobre a situação do ex-presidente, especialmente em relação ao cumprimento de medidas cautelares. Veja os principais pontos:
- Possível descumprimento de medida cautelar, caso seja comprovado contato indireto
- Risco de retorno ao regime prisional, como no Complexo da Papuda
- Defesa afirma não haver provas concretas de comunicação
- Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária por motivos de saúde
Apesar das hipóteses, a defesa sustenta que não existem elementos objetivos que comprovem irregularidade, enquanto o STF segue acompanhando o caso.
Como o vídeo da CPAC entrou no caso?
Um dos elementos anexados ao processo é um vídeo gravado durante a CPAC, evento conservador realizado nos Estados Unidos, em que Eduardo afirma que mostraria o conteúdo ao pai.
O material chamou atenção por indicar possível comunicação indireta com Jair Bolsonaro, o que pode ter impacto no andamento do caso analisado pelo STF.