Uma ex-superintendente de risco operacional contesta a autoria de documentos ligados ao Banco Master, que teriam sido produzidos em 2025, apesar de ela afirmar que já não tinha vínculo com a instituição há anos.
Por que o nome de ex-executiva apareceu em documentos do Banco Master?
O nome de Paula Silveira, ex-superintendente de Risco Operacional, consta como autora de arquivos internos do programa de compliance do Banco Master produzidos em 2025. O caso chamou atenção porque ela afirma ter deixado o setor bancário anos antes.
A executiva atuou anteriormente no Banco Máxima, entre 2018 e 2020, instituição que antecedeu parte da estrutura do Master. Mesmo assim, seu nome aparece vinculado a documentos recentes da área de compliance. As informações são do jornal O Estado de SP.
O que diz a ex-superintendente sobre a autoria dos arquivos?
Paula Silveira afirma que não participou da elaboração, revisão ou aprovação de qualquer política do Banco Master após seu desligamento, reforçando que não teve acesso a sistemas da instituição.
Ela também nega qualquer relação profissional com o escritório ligado à advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e afirma que sua atividade atual é no Citibank, sem vínculo com os fatos investigados.
Quais irregularidades foram apontadas no programa de compliance?
De acordo com informações divulgadas pelo Estadão, há suspeitas de inconsistências na autoria de políticas internas do Banco Master, com registros atribuídos a profissionais que negam participação nos trabalhos.
Além disso, a reportagem aponta possíveis disparidades em contratos e revisões de documentos. Entre os principais pontos levantados na apuração estão:
- Escritório ligado a Viviane Barci teria recebido valores muito superiores aos de outros profissionais
- Políticas de compliance atribuídas a ex-funcionários sem vínculo na época dos documentos
- Registros de autoria inconsistentes em arquivos internos do banco
- Indícios de possível uso indevido de credenciais profissionais
O que dizem os envolvidos e quais são os próximos passos?
Em nota, Paula Silveira reforçou que nunca participou de atividades relacionadas ao Banco Master após sua saída do antigo Banco Máxima, negando qualquer envolvimento com documentos de 2025.
Ela também afirma que a utilização de seu nome pode indicar possível uso indevido de credenciais profissionais, situação que, segundo ela, está sendo apurada internamente e não corresponde à sua atuação real. O caso segue em análise e levanta dúvidas sobre governança e rastreabilidade de documentos em programas de compliance bancário, especialmente em instituições financeiras de grande porte.