A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (17/3) a Operação Indébito, ampliando as investigações sobre descontos irregulares em benefícios do INSS. A ação mira políticos, empresários e entidades suspeitas de fraudes em aposentadorias e pensões.
Quem é a deputada federal investigada por ligação com esquema?
A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) é um dos principais alvos da operação e passou a usar tornozeleira eletrônica por decisão do STF. A medida reforça a gravidade das suspeitas envolvendo sua atuação.
Segundo a Polícia Federal, a parlamentar teria ligação com a associação Aapen e participação ativa nas fraudes. Há indícios de que ela tenha recebido recursos desviados e utilizado empresas em nome de terceiros para ocultar valores. As informações são do portal g1.
Quem fazia parte do núcleo operacional do esquema?
A operação também resultou na prisão de dois nomes considerados centrais nas investigações. Eles seriam responsáveis por movimentações financeiras e estruturação do esquema fraudulento. Foram presos:
- Natjo de Lima Pinheiro, empresário
- Cecília Rodrigues Mota, advogada e ex-dirigente de associações
Relatórios apontam que Natjo recebeu cerca de R$ 400 mil por meio de empresas ligadas a Cecília, indicada como operadora do esquema de descontos indevidos em benefícios.
Quais servidores públicos foram afastados por suspeita de participação?
A investigação também alcançou integrantes do setor público, indicando possível atuação interna no esquema. O objetivo seria facilitar o acesso e manipulação de sistemas oficiais.
O diretor da Dataprev, Alan Santos, foi afastado do cargo por decisão judicial. Além dele, outros três servidores do INSS também foram retirados de suas funções, embora seus nomes não tenham sido divulgados.
Como funcionava o esquema de descontos indevidos?
As apurações indicam que o grupo utilizava dados falsos para autorizar cobranças automáticas nos benefícios. Os valores eram descontados sem o consentimento de aposentados e pensionistas. Para entender melhor, veja os principais pontos do funcionamento do esquema:
- Inserção de dados falsos em sistemas oficiais
- Descontos automáticos sem autorização dos beneficiários
- Uso de associações de aposentados como fachada
- Movimentação financeira por empresas de terceiros
Esse mecanismo permitia a retirada contínua de valores diretamente dos benefícios pagos pelo INSS.
Quais os impactos da Operação Sem Desconto?
Ao todo, a operação cumpre 19 mandados de busca e apreensão, além de prisões e medidas cautelares no Ceará e no Distrito Federal. A ação conta com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).
A Polícia Federal investiga crimes como estelionato previdenciário, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Novos desdobramentos são esperados, com possível identificação de mais envolvidos no esquema.