A defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, afirmou nesta quinta-feira (5/3) que o suspeito segue internado em estado grave após tentar tirar a própria vida sob custódia da Polícia Federal. O advogado negou que exista protocolo de morte encefálica aberto até o momento.
Qual o estado de saúde de Sicário?
Segundo o advogado Robson Lucas da Silva, Sicário está internado no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, sob monitoramento constante no Centro de Terapia Intensiva (CTI). O quadro clínico é considerado grave, mas está estável.
Segundo o defensor, não houve evolução desde a internação. “Ele não melhorou, mas também não piorou. O quadro está equilibrado e segue sendo acompanhado de forma permanente pela equipe médica”, afirmou.
Polícia Federal abriu investigação após tentativa de suicídio?
A Polícia Federal informou que Sicário atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia da corporação. Após o ocorrido, agentes iniciaram imediatamente os primeiros socorros.
Entre os procedimentos adotados pelos policiais, segundo a PF, estiveram:
- Aplicação de adrenalina para tentar reanimá-lo
- Uso de desfibrilador durante o atendimento emergencial
- Encaminhamento imediato ao hospital para tratamento intensivo
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, determinou a abertura de um inquérito para apurar o caso, incluindo a análise das imagens do local onde o suspeito estava detido.
Informação inicial sobre morte gerou confusão
Na noite de quarta-feira, a Polícia Federal chegou a divulgar que Mourão havia morrido. Pouco tempo depois, a corporação voltou atrás e afirmou que não havia confirmação oficial de óbito.
Segundo o advogado, o episódio foi resultado de um “desencontro infeliz de informações”. Ele reforçou que não existe protocolo de morte encefálica aberto, nem indicação médica de quadro irreversível até agora.
Quais os detalhes sobre o quadro clínico de Sicário?
A reportagem procurou o Hospital João XXIII em busca de informações atualizadas sobre o estado de saúde de Sicário. A unidade informou que não poderia comentar o caso.
O hospital orientou que as perguntas fossem encaminhadas à Fhemig (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais). A fundação afirmou que não divulga informações sobre pacientes, citando as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Como a defesa reage à hipótese de queima de arquivo?
O caso ganhou repercussão após o senador Carlos Viana (Podemos-MG) sugerir, em entrevista, que o episódio poderia levantar suspeitas de “queima de arquivo”.
O advogado rejeitou a hipótese e afirmou que é preciso aguardar as investigações. Segundo ele, Sicário estava sob custódia quando tomou a iniciativa, e qualquer conclusão só poderá ser feita após o andamento do inquérito conduzido pela Polícia Federal.