• Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Policial
  • Governo
  • Saúde
  • Educação
  • Justiça
  • Contato
    • Contato
    • Política Privacidade
    • Termos de Uso
segunda-feira, 9 de março de 2026
Terra Brasil Notícias
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Conecte-se
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Sem resultado
Veja todos os resultados
Terra Brasil Notícias
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Início Geral

Chamada de “bruxa”, funcionária de 67 anos vence ação e Justiça condena rede a pagar R$ 25 mil por discriminação etária

Por Guilherme Silva
08/mar/2026
Em Geral
Chamada de “bruxa”, funcionária de 67 anos vence ação e Justiça condena rede a pagar R$ 25 mil por discriminação etária

Casas Bahia é condenada por etarismo após humilhações sistemáticas contra auxiliar de limpeza

EnviarEnviarCompartilharCompartilhar

A discriminação etária no trabalho motivou a condenação das Casas Bahia a pagar R$ 25 mil a uma auxiliar de limpeza. A vítima, de 67 anos, era alvo constante de insultos relacionados à sua idade, como ser chamada de “bruxa”, “velha” e “velhinha” pela gerente administrativa.

Qual foi o fundamento para a condenação da empresa?

O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) reconheceu que a conduta da gerente administrativa violou diretamente a dignidade da trabalhadora. Para os magistrados, o assédio moral foi agravado pelo desrespeito às diretrizes do Estatuto do Idoso e da Constituição Federal.

A empresa foi responsabilizada por falhar em manter um ambiente profissional saudável. Ao permitir que uma líder incentivasse o deboche entre os demais colegas, a organização assumiu o risco jurídico e financeiro, resultando em uma condenação com forte caráter pedagógico para evitar novas práticas abusivas.

Leia Também

Oráculo revela os números da sorte exatos para cada signo atrair riqueza em março

Adeus piso antigo! O revestimento vinílico que transforma o chão da casa sem quebra-quebra

Cidade mineira com ruas de pedra do século 18 e poucos carros virou destino da alta gastronomia

Créditos: depositphotos.com / seb_ra
Estátua da justiça – Créditos: depositphotos.com / seb_ra

Quais humilhações sistemáticas a vítima suportou?

O processo detalhou um cotidiano de constrangimentos onde a idade da funcionária era usada como ferramenta de inferiorização. A gerente utilizava apelidos pejorativos e promovia repreensões ríspidas diante de toda a equipe para desestabilizar a auxiliar de limpeza.

Entre os episódios comprovados na justiça, destacam-se atitudes inaceitáveis:

  • Apelidos depreciativos: uso recorrente dos termos “velhinha”, “velha” e “bruxa” no ambiente laboral.
  • Bullying corporativo: incentivo para que outros funcionários participassem das ofensas e risadas.
  • Exposição vexatória: críticas agressivas feitas publicamente para diminuir a autoestima da profissional.
  • Preconceito estético: insultos intensificados após a trabalhadora decidir não pintar mais os cabelos brancos.
  • Custeio forçado: obrigação de comprar materiais de limpeza com recursos próprios, sem reembolso pela empresa.

Como o tribunal interpretou a gravidade do etarismo?

A justiça considerou que o ataque à honra subjetiva de uma profissional sênior é uma falha grave de gestão. O valor da indenização foi elevado para R$ 25.000,00 por se tratar de uma agressão que reforça estigmas negativos sobre o envelhecimento em um mercado que precisa valorizar a experiência.

A relatora, desembargadora Alcina Maria Fonseca Beres, destacou que o ordenamento jurídico trabalhista não tolera práticas discriminatórias de qualquer natureza, especialmente aquelas ligadas à idade, em um país cuja população economicamente ativa envelhece progressivamente.

⚖️ Análise Jurídica: Combate ao Etarismo

Decisão da Desembargadora Alcina Maria Fonseca Beres sobre discriminação etária

Conduta Analisada Interpretação Jurídica Impacto na Sentença
Uso de termos pejorativos
“Bruxa”, “velha”, “velhinha”
Etarismo e ofensa à honra subjetiva Majoração da indenização
Incentivo ao escárnio Assédio moral discriminatório coletivo Responsabilidade empresarial
Abuso de poder hierárquico Violação direta da dignidade humana Dano moral pedagógico
📌
Nota da Relatora: O ordenamento não tolera práticas que ignorem o envelhecimento da população economicamente ativa. O caráter pedagógico da pena visa coibir a reincidência de comportamentos que transformam a idade em objeto de mofa ou exclusão.
Créditos: depositphotos.com / AllaSerebrina
Mulher escrevendo e lendo com uma estátua da Justiça – Créditos: depositphotos.com / AllaSerebrina

O que o etarismo representa no ambiente corporativo?

O etarismo é a discriminação baseada na idade e, no contexto corporativo, manifesta-se por meio da exclusão ou do tratamento degradante de funcionários mais velhos. O caso mostra que apelidos ou “brincadeiras” sobre a idade são, na verdade, atos ilícitos que ferem a saúde mental do trabalhador e podem até constituir crime, com pena de reclusão de seis meses a um ano, conforme o artigo 100 do Estatuto do Idoso.

Departamentos de Recursos Humanos devem intensificar treinamentos de liderança para barrar comportamentos tóxicos. A justiça brasileira sinaliza que não tolerará o descarte ou o desrespeito a profissionais com base em sua faixa etária, reafirmando que a ética profissional deve ser mantida independentemente do tempo de carreira.

Essa decisão serve de alerta para outras empresas?

Sim, o veredito da 9ª Turma do TRT-2 em outubro de 2025 serve como um precedente rigoroso para casos de discriminação etária. Ao estipular um valor significativo, o tribunal deixa claro que punições simbólicas não são eficazes para corrigir a cultura de grandes corporações que ignoram o assédio moral.

Empresas que não investem em uma gestão humanizada podem sofrer danos severos à reputação e prejuízos financeiros consideráveis. O respeito ao trabalhador idoso é um dever legal e uma necessidade social, garantindo que o ambiente de trabalho seja um espaço de produtividade, e não de humilhação ou preconceito.

EnviarCompartilharTweet93Compartilhar148
ANTERIOR

Uma praia de Santa Catarina nasceu de uma fortaleza militar desativada de 1740 e ainda recebe turistas curiosos

PRÓXIMO

A cidade que recebeu nome de um pato selvagem tem o maior Natal do Paraná e um futsal bicampeão nacional

Please login to join discussion
grupo whatsapp

© 2023 Terra Brasil Notícias

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Policial
  • Governo
  • Saúde
  • Educação
  • Justiça
  • Contato
    • Contato
    • Política Privacidade
    • Termos de Uso
  • Conecte-se