O apresentador Ratinho, do SBT, se envolveu em polêmica após declarações consideradas transfóbicas contra a deputada Erika Hilton (PSol-SP), que agora pede investigação formal do caso.
Por que Ratinho não se pronunciou sobre o caso?
A equipe de comunicação do apresentador esclareceu que Ratinho não fará comentários sobre o episódio. Segundo a nota, qualquer manifestação está restrita a assuntos jurídicos.
Essa decisão reforça que o apresentador pretende se resguardar enquanto possíveis medidas legais são analisadas. Não houve, até o momento, detalhes adicionais sobre a defesa ou posição pessoal dele.
Qual foi o pedido de Erika Hilton ao Ministério Público?
A deputada Erika Hilton solicitou ao MP-SP que seja aberta uma investigação sobre as declarações de Ratinho. Ela também pediu que medidas criminais sejam aplicadas, podendo o apresentador pegar até 6 anos de prisão. m suas redes sociais, Erika Hilton afirmou que a atitude de Ratinho vai além de uma crítica pessoal:
“O que o apresentador cometeu foi uma violência, um ataque, e não foi só contra mim.” Veja a publicação feita pela deputada:
Sim, estou processando o apresentador Ratinho.
— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) March 12, 2026
Sei que, pela audiência irrisória de seu programa, que até onde sei não agrada nem suas chefes no SBT, lhe resta apelar à violência.
Porque o que o apresentador cometeu foi uma violência, um ataque, e não foi só contra mim.… pic.twitter.com/F9Suqaf3b8
Como o SBT reagiu às declarações do apresentador?
O SBT divulgou nota oficial repudiando as falas de Ratinho. A emissora deixou claro que tais declarações não refletem seus valores e que o caso será analisado internamente. A nota destacou pontos importantes sobre a postura da empresa:
“O SBT repudia qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa”, diz o texto.
Quais foram as declarações de Ratinho que geraram polêmica?
A polêmica começou na quarta-feira (11/3), durante o programa de Ratinho, ao criticar a deputada Erika Hilton após ela assumir a Comissão da Mulher. Ele disse que não achava justo que uma mulher trans ocupasse o cargo.
Em seguida, ele afirmou: “Eu não tenho nada contra trans, mas se tem outras mulheres, mulher mesmo… Mulher para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias.” Apesar de tentar amenizar, afirmando que não tinha “nada contra” Erika, as declarações reforçaram estereótipos e geraram ampla repercussão negativa.
Qual é o impacto da polêmica e o que esperar?
O caso colocou em destaque debates sobre transfobia, representatividade e responsabilidade de figuras públicas. A repercussão foi imediata nas redes sociais e veículos de imprensa. Especialistas e entidades de defesa dos direitos LGBTQIA+ acompanham o episódio, que serve como alerta sobre a necessidade de:
- Respeitar minorias em discurso público
- Evitar estereótipos prejudiciais
- Responsabilizar figuras públicas por declarações que possam causar dano social