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Anvisa proíbe venda de 3 marcas de alimentos e suspende pó usado para decorar doces com microplástico

Por Guilherme Silva
15/mar/2026
Em Geral
Anvisa proíbe venda de 3 marcas de alimentos e suspende pó usado para decorar doces com microplástico

Anvisa suspende pó para decoração Mago e marcas de azeite e café por irregularidades

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A Anvisa determinou, em 6 de fevereiro de 2026, a suspensão e o recolhimento imediato do pó para decoração de doces da marca Mago. Além do item de confeitaria, um azeite de oliva e um café de açaí também sofreram sanções graves por irregularidades sanitárias e origem desconhecida.

Por que o pó para decoração da marca Mago foi suspenso?

A medida cautelar contra o Pó para Decoração Mago, produzido pela empresa Mago Indústria e Comércio de Produtos para Confeitaria Ltda., ocorreu devido à detecção de materiais plásticos, resinas e pigmentos de composição desconhecida nos produtos. Embora anunciado como próprio para uso em alimentos em plataformas de comércio eletrônico, o produto oferece riscos químicos à saúde dos consumidores.

A decisão da Anvisa suspende a comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e uso do item. Confeiteiros e donos de padarias devem interromper o uso desses pigmentos imediatamente para evitar a contaminação de seus produtos finais.

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Prateleira de mercado com diversos produtos – Imagem Ilustrativa

Quais são as marcas de azeite e café proibidas em 2026?

Além do setor de confeitaria, a fiscalização encontrou fraudes no mercado de óleos e suplementos. O Azeite de Oliva Extravirgem Campo Ourique teve a venda proibida e o produto apreendido por apresentar origem desconhecida, já que o rótulo trazia apenas dados da importadora L.F.S. Distribuidora de Alimentos Ltda.. O laudo do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (LACEN/DF) também apontou resultado insatisfatório.

Outro caso grave envolve o Café de Açaí da DU Brasil. Além de ter origem desconhecida e conter constituinte não autorizado para suplementos alimentares, o produto apresentava condições inadequadas de armazenamento e rótulo com alegações terapêuticas proibidas, prometendo tratar diabetes e fibromialgia. Veja os detalhes:

Quais os perigos de consumir produtos com origem desconhecida?

Produtos de origem desconhecida não passam pelo controle de higiene e qualidade exigidos pela lei. No caso do azeite Campo Ourique, a falta de rastreabilidade impede saber se o óleo foi adulterado ou misturado com substâncias nocivas. Já o café de açaí apresentava condições inadequadas de armazenamento, o que pode favorecer a proliferação de fungos e bactérias.

O uso de pó para decoração com materiais plásticos é ainda mais crítico, pois o consumo de resinas e pigmentos de composição desconhecida pode causar irritações gastrointestinais e reações adversas à saúde a curto e longo prazo.

Visão do consumidor descartando produtos suspensos na lixeira

Como o consumidor deve agir ao identificar esses produtos?

Se você possui algum desses itens em casa ou em seu estabelecimento comercial, a primeira regra é: não consuma e não utilize. O descarte deve ser feito de forma segura e o estabelecimento onde a compra foi realizada deve ser informado para que o fluxo de recolhimento seja cumprido.

Siga estas diretrizes de segurança:

  • Verifique o rótulo dos azeites em sua despensa e procure pela marca Campo Ourique.
  • Confeiteiros devem revisar o estoque de corantes e pós da marca Mago.
  • Não confie em suplementos que prometem curar doenças como diabetes ou fibromialgia.
  • Denuncie a venda desses produtos irregulares à Vigilância Sanitária do seu município.

Vale a pena comprar produtos sem registro por serem mais baratos?

A economia no preço de compra não compensa o risco à saúde e o prejuízo jurídico de servir alimentos contaminados. Em 2026, a Anvisa intensificou o monitoramento de plataformas de e-commerce, onde o pó para decoração de doces suspenso era amplamente vendido sem a devida fiscalização prévia.

Consulte as Resoluções publicadas no Diário Oficial da União: RE nº 474/2026 e RE nº 473/2026. A segurança alimentar começa na escolha de marcas transparentes, com procedência garantida e registro nos órgãos competentes.

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