A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu um alerta rigoroso nesta segunda-feira (16/03/2026), determinando a apreensão imediata do azeite de oliva extravirgem da marca San Olivetto. A medida visa proteger o consumidor contra produtos de procedência duvidosa que circulam no mercado nacional.
Por que a Anvisa proibiu a comercialização do azeite San Olivetto?
A decisão da agência, formalizada pela Resolução (RE) 986/2026, proíbe não apenas a venda, mas também a fabricação, importação, distribuição, propaganda e o uso do produto. O motivo principal é que a origem do azeite é considerada desconhecida, o que impede a garantia de qualidade e segurança alimentar exigida pelos órgãos reguladores.
Além da incerteza sobre a procedência, a Anvisa identificou inconsistências críticas nos dados cadastrais das empresas envolvidas. O rótulo aponta a Agro Indústria e Cerealista Norte Paraná Ltda como importadora; no entanto, a empresa está com CNPJ suspenso por inconsistência cadastral desde 22 de maio de 2025. Já a distribuidora, Comercial Alimentícia e Cerealista Capixaba Ltda (CNPJ 40.160.646/0001-50), encerrou suas atividades oficialmente em novembro de 2024.
Quais são os riscos de consumir produtos com origem desconhecida?
Produtos sem rastreabilidade oferecem riscos elevados à saúde, pois podem conter misturas de óleos vegetais de baixa qualidade, corantes não permitidos ou contaminantes químicos. A fiscalização da Anvisa é a principal ferramenta para garantir que o que chega à mesa do brasileiro siga padrões sanitários rígidos.
Consumir um azeite de procedência desconhecida pode resultar em intoxicações alimentares e prejuízo ao consumidor, que paga por um produto extravirgem mas pode receber uma mistura adulterada. A agência recomenda que os estabelecimentos comerciais retirem o produto das prateleiras imediatamente. Confira as informações cadastrais que motivaram a proibição:
Como o consumidor deve proceder ao encontrar este produto?
Se você adquiriu o azeite San Olivetto, a orientação é não utilizá-lo. O consumidor deve entrar em contato com o estabelecimento onde realizou a compra para solicitar a troca ou devolução, conforme garantido pelo Código de Defesa do Consumidor. Acompanhar as publicações do Diário Oficial da União é a forma mais confiável de se manter informado e evitar fraudes alimentares.
A Anvisa reforça que a colaboração da população é essencial. Caso encontre o produto sendo comercializado em mercados físicos ou plataformas online, denuncie pelos canais oficiais de vigilância sanitária. A segurança alimentar em 2026 depende de uma fiscalização ativa e de um consumidor bem informado sobre a procedência de cada item em sua despensa.