O esmalte em gel Impala teve seu recolhimento determinado pela Anvisa nesta segunda-feira (16/3/2026) após a identificação de um componente vetado na fórmula. A medida afeta todos os lotes de produtos específicos fabricados pelo Laboratório Avamiller de Cosméticos LTDA.
⚕️ ALERTA: Conteúdo relacionado à saúde. Consumidores com dúvidas sobre reações ao produto devem consultar um dermatologista.Por que os esmaltes da marca Impala foram retirados do mercado?
A proibição ocorreu após a própria empresa comunicar o recolhimento voluntário ao detectar a presença da substância Trimethylbenzoyl Diphenylphosphine Oxide, conhecida como TPO. Esse componente é estritamente proibido em cosméticos, perfumes e produtos de higiene pessoal em todo o território nacional.
Desde 30 de outubro de 2025, a RDC 995/2025 atualizou as normas de segurança ao alterar o anexo da RDC 529/2021, inserindo o TPO na lista de substâncias que não podem ser utilizadas pela indústria. O uso desse químico em produtos aplicados diretamente nas unhas oferece riscos à saúde que a agência busca mitigar com a interrupção imediata das vendas.
Quais produtos da linha Gel Plus foram afetados pela medida?
A lista divulgada pela Anvisa abrange cinco variações da linha Gel Plus, incluindo o finalizador Top Coat Gel Impala Gel Plus Clear. É fundamental que consumidores e profissionais de estética verifiquem seus estoques e interrompam o uso desses itens para garantir a segurança dos clientes.
A Resolução RDC 976/2026, publicada no Diário Oficial da União, formaliza a proibição de comercialização, distribuição e uso. O setor de manicure deve estar atento, pois o recolhimento envolve todos os lotes fabricados, sem exceções, devido à desconformidade técnica da formulação química apresentada pela Impala.
Confira a relação detalhada dos produtos afetados pela suspensão:
O que diz a norma RDC 529/2021 sobre cosméticos?
A RDC 529/2021 é o texto base que regula quais substâncias são permitidas ou vetadas em produtos de beleza no Brasil. A recente alteração promovida pela RDC 995/2025 reforça o rigor técnico sobre componentes fotoiniciadores, como o TPO, que podem causar reações adversas graves se utilizados sem controle.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária mantém monitoramento constante sobre novos estudos toxicológicos internacionais. Quando uma substância é reclassificada como insegura, a indústria tem prazos para adequar as fórmulas ou retirar os produtos de circulação, evitando danos acumulativos aos usuários finais.
Como proceder se você adquiriu o esmalte em gel Impala?
Consumidores que possuem frascos dos modelos citados não devem utilizá-los e precisam procurar o ponto de venda para orientações sobre troca ou reembolso. A Impala, por meio do Laboratório Avamiller, iniciou o processo de logística reversa para retirar os itens das prateleiras de farmácias e lojas especializadas em todo o país.
A transparência da empresa em realizar o recolhimento voluntário facilita a ação dos órgãos de fiscalização e protege o mercado de beleza. Manter a integridade da unha e da pele ao redor é essencial, e o cumprimento rigoroso da RDC 976/2026 assegura que apenas produtos testados e aprovados permaneçam acessíveis ao público.
Veja as principais recomendações para lidar com o recolhimento:
- Verifique o rótulo: confirme se o seu esmalte pertence à linha Gel Plus da Impala
- Suspenda o uso: não aplique o produto mesmo que ele pareça estar em boas condições
- Contato oficial: busque os canais de atendimento da Impala para suporte
- Descarte correto: siga as instruções da fabricante para não poluir o meio ambiente
Qual o impacto dessa proibição no setor de esmaltação em gel?
A retirada do esmalte em gel Impala do mercado acende um alerta para salões de beleza sobre a procedência de seus materiais de trabalho. Profissionais devem exigir laudos técnicos e conferir o registro dos produtos para evitar complicações alérgicas em suas clientes durante os procedimentos de rotina.
Este movimento da Anvisa garante que a inovação no setor de cosméticos caminhe junto com a proteção à saúde. O mercado deve se adaptar rapidamente, substituindo o TPO por alternativas seguras que entreguem a mesma durabilidade e brilho, sem comprometer a segurança biológica dos usuários brasileiros em 2026.