Um suplemento vendido como aliado da saúde virou motivo de alerta nos Estados Unidos. Cápsulas de moringa estão sendo retiradas após ligação com um surto de contaminação por Salmonella.
Como as cápsulas de moringa nos Estados Unidos foram afetadas?
Autoridades de saúde identificaram que lotes de suplementos de moringa estavam contaminados com Salmonella, bactéria que causa infecções intestinais potencialmente graves. O caso envolve produtos vendidos como naturais e seguros.
As cápsulas da marca Rosabella foram retiradas do mercado após investigações conduzidas por órgãos como FDA e CDC. Já há registros de casos em diferentes estados, incluindo hospitalizações.
Por que a contaminação por Salmonella preocupa especialistas?
O maior alerta está no fato de a cepa identificada apresentar resistência a antibióticos, o que dificulta o tratamento e pode agravar os quadros clínicos. Isso aumenta o risco principalmente para pessoas vulneráveis.
Além disso, a moringa contaminada funciona como veículo direto da bactéria. Como é consumida em cápsulas ou pó, o risco de ingestão sem preparo térmico adequado se torna ainda maior. Veja abaixo os impactos da contaminação por salmonella:
Quais são os sintomas da infecção por Salmonella?
Os sintomas costumam surgir entre 6 e 72 horas após o consumo do produto contaminado. A intensidade varia, mas pode causar grande desconforto e complicações. Entre os sinais mais comuns relatados por pacientes, destacam-se:
- Diarreia intensa
- Febre
- Náuseas e vômitos
- Cólicas abdominais
O problema com a moringa já aconteceu antes?
O caso atual não é isolado e faz parte de um histórico preocupante envolvendo suplementos de moringa. Investigações anteriores já haviam identificado surtos semelhantes ligados ao produto.
Um episódio anterior chegou a afetar 65 pessoas em 28 estados, com diferentes marcas envolvidas em recall. A contaminação foi rastreada até o pó da folha de moringa, indicando falhas na cadeia produtiva.
Quais os impactos sobre produtos naturais e suplementos?
Os suplementos contaminados foram vendidos principalmente pela internet, em plataformas de e-commerce e redes sociais. Isso amplia o alcance e dificulta o controle de qualidade.
O episódio reforça que nem todo produto “natural” é seguro. Especialistas recomendam verificar a procedência, evitar itens sem certificação e acompanhar alertas de recall para reduzir riscos.