A Anvisa intensificou a fiscalização e proibiu, em janeiro de 2026, a comercialização e o uso de diversos cosméticos e saneantes irregulares. A medida atinge diretamente marcas famosas de alisantes capilares e produtos de limpeza que estavam sendo vendidos sem o registro sanitário obrigatório.
Quais alisantes capilares foram proibidos pela Anvisa?
A agência determinou o recolhimento imediato de produtos das empresas Cosmonew e SDK Indústria. O problema central é que esses itens foram apenas notificados, quando a legislação brasileira exige o registro completo para substâncias que alteram a estrutura do cabelo, visando garantir que não existam concentrações perigosas de ativos químicos.
Entre os produtos que devem ser retirados das prateleiras e dos salões de beleza estão o Mask Botox Organic Biotherapy Oxillis e o Premium Caviar Protein – Brazillis. Além deles, o alisante BTX Hair Treatment Renova Lizz, da marca Kerastinni, também teve a fabricação e propaganda suspensas por irregularidades na documentação sanitária.
Por que produtos de limpeza também foram suspensos?
No setor de saneantes, a Anvisa barrou itens da marca Pureessence e o Odorizador de Ambientes Uau Aromas. Esses produtos estavam sendo anunciados e comercializados sem qualquer tipo de validação da agência, o que impede a verificação da eficácia contra germes ou a segurança do manuseio para o consumidor final.
Abaixo, listamos os principais pontos das resoluções publicadas no Diário Oficial da União:
- Apreensão imediata: Produtos sem registro devem ser retirados de circulação por autoridades locais.
- Proibição de uso: Consumidores e profissionais devem interromper o uso para evitar riscos à saúde.
- Suspensão de anúncios: Sites e redes sociais estão proibidos de divulgar esses itens irregulares.
Quais são os riscos de usar produtos sem registro?
Utilizar um alisante clandestino pode causar danos irreversíveis, como queimaduras químicas no couro cabeludo, queda severa dos fios e intoxicação por inalação. Já no caso dos saneantes irregulares, o perigo reside na falta de eficácia, o que pode deixar ambientes contaminados, ou na presença de substâncias tóxicas não declaradas no rótulo.
A Anvisa reforça que todo produto que promete alisar o cabelo deve passar por testes rigorosos antes de chegar ao mercado. Quando uma empresa apenas notifica o produto como se fosse um cosmético simples, ela evita a fiscalização de segurança, colocando a saúde pública em segundo plano para reduzir custos de produção.
Como conferir se um produto é regular na Anvisa?
Para evitar cair em ciladas, o consumidor deve sempre procurar pelo número de registro no rótulo da embalagem. Diferente da notificação, o registro é uma autorização específica após análise de laudos técnicos. No caso de dúvidas, é possível realizar uma consulta rápida no portal oficial da agência utilizando o CNPJ da fabricante ou o nome do produto.
Veja na tabela abaixo os detalhes das empresas e produtos afetados nesta ação:
O que o consumidor deve fazer agora?
Caso você tenha algum desses produtos em casa ou no seu estabelecimento, a orientação da Anvisa é não utilizá-los. O descarte deve ser feito de forma consciente, e você pode entrar em contato com o local da compra para exigir o reembolso, já que a venda de itens irregulares configura infração ao Código de Defesa do Consumidor.
A fiscalização continuará monitorando o mercado digital e físico para garantir que essas marcas cumpram o recolhimento. Denúncias sobre a venda contínua desses itens podem ser feitas diretamente no sistema da Ouvidoria da Anvisa. Ficar atento ao rótulo é a melhor forma de proteger sua saúde e garantir que o tratamento de beleza não se torne um problema médico.