A correia banha a óleo voltou ao centro do debate após a General Motors se posicionar oficialmente sobre o tema. O vice-presidente Fabio Rua afirmou que a durabilidade do componente está alinhada ao projeto original do motor e que substituir a correia por uma corrente metálica exigiria uma reformulação completa da arquitetura, comprometendo a eficiência planejada.
Por que a montadora insiste na correia banha a óleo?
A manutenção da correia banha a óleo está diretamente ligada às escolhas de engenharia feitas no desenvolvimento do motor. Segundo Fabio Rua, o conjunto foi projetado para operar com essa tecnologia, com reforço em diversos componentes para ampliar a durabilidade. Na avaliação da montadora, essa solução oferece o melhor equilíbrio entre eficiência, desempenho e custo para o consumidor.
Os engenheiros da marca defendem que a tecnologia atual proporciona vantagens claras sobre as correntes tradicionais. O sistema entrega maior silêncio a bordo, leveza no conjunto mecânico e uma eficiência energética superior, características que seriam perdidas ou dificultadas com uma adaptação forçada para outro tipo de distribuição.
O problema é a peça ou a manutenção?
O executivo destaca que a correia banhada a óleo é utilizada globalmente, inclusive nos Estados Unidos, sem apresentar o volume de problemas relatado no Brasil. Para a GM, as falhas não indicam um defeito da tecnologia em si, mas estão diretamente relacionadas ao comportamento do consumidor e à manutenção inadequada.
Os principais fatores que levam à degradação do sistema são:
- Óleo Incorreto: O não uso do lubrificante recomendado compromete a borracha.
- Manutenção Paralela: Serviços feitos fora da rede autorizada muitas vezes utilizam produtos sem certificação.
- Desvio de Padrão: Falhas prematuras ocorrem majoritariamente em veículos com histórico de manutenção irregular.
Como funciona a campanha de inspeção e custos?
Para garantir a confiança no sistema, a Chevrolet lançou uma campanha que permite a inspeção da correia e a reativação da garantia. O objetivo é oferecer um custo acessível para quem precisa regularizar a situação do veículo e assegurar que o motor continue rodando com as especificações de fábrica.
Confira na tabela abaixo os valores e condições da ação:
Quais são os reais benefícios técnicos do sistema?
Apesar das críticas, a correia banhada a óleo oferece benefícios mecânicos tangíveis. Fabricada em HNBR com revestimento em teflon, a peça foi desenhada para suportar altas temperaturas e a lubrificação constante, garantindo o funcionamento correto do motor por longos períodos.
As vantagens técnicas defendidas pela montadora incluem:
- Redução de Atrito: O sistema gera menos resistência, melhorando o consumo.
- Menor Ruído: O funcionamento é mais silencioso em comparação às correntes.
- Eficiência: Contribui para a economia de combustível e desempenho do veículo.
No perfil de João Brigato (@joaobrigato), apresentador e editor especializado no setor automotivo que conta com 641,6 mil seguidores e mais de 34,7 milhões de curtidas, ele traz uma entrevista exclusiva com o Vice-Presidente da Chevrolet para esclarecer a polêmica sobre a manutenção da correia banhada a óleo nos motores da marca.
@joaobrigato Por que a Chevrolet ainda usa correia banhada a óleo em seus carros? – o que mudou na correia para evitar problemas? – por que não usar corrente de comando? – por que em outros mercados, como no México, nao usa esse sistema? – quais as falhas que dá antes de arrebentar a correia? Entrevistei o vice-presidente da General Motors do Brasil, Fábio Rua, para ter as respostas das perguntas que vocês mais fazem sobre o sistema. #carro #carros #gm #generalmotors #Chevrolet #tracker #chevrolettracker #suvs #suv
♬ som original – João Brigato
Qual a importância do óleo Dexos 1 Gen 3?
A durabilidade da correia depende quase exclusivamente da química do lubrificante. O uso do óleo com a certificação Dexos 1 Gen 3 é exigido para garantir a proteção dos componentes internos, pois lubrificantes sem essa especificação podem degradar a borracha e entupir os canais de óleo do motor.
Especialistas e órgãos como o PROCON recomendam seguir rigorosamente o manual do fabricante. A Chevrolet assegura que, se a manutenção estiver correta e a correia falhar dentro da garantia, a substituição ou o conserto serão cobertos pela rede de concessionárias, minimizando o risco para o proprietário.
Quais modelos estão cobertos pela medida?
A campanha de garantia estendida abrange uma parte significativa da frota atual da marca. A ação é válida até 31 de dezembro de 2025 e contempla os modelos Onix, Onix Plus, Tracker e Montana fabricados a partir de 2019.
Essa medida visa proteger o valor de revenda e a imagem dos veículos equipados com essa tecnologia. Ao vincular a garantia de 15 anos à revisão periódica de 10.000 km ou 1 ano, a montadora reforça que a longevidade do motor é uma responsabilidade compartilhada entre a engenharia da fábrica e o cuidado do dono.