Tremores de terra registrados em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, entre a noite de sexta-feira (13/2) e sábado (14/2) mobilizaram moradores em vários bairros, mas a Defesa Civil municipal descartou terremoto e classificou o fenômeno como acomodação natural de rochas em profundidade, sem danos estruturais.
Como os tremores de terra na Serra Gaúcha foram motivados?
Os abalos foram sentidos principalmente no Bairro Serrano, com relatos na madrugada e por volta das 16h15 de sábado. Segundo técnicos da Defesa Civil, tratou-se de vibrações leves, perceptíveis em objetos domésticos, mas sem registro de feridos, danos ou interdições.
De acordo com o coordenador Tenente Armando da Silva, a circulação de água em profundidade abre caminhos entre as rochas e favorece pequenos deslocamentos internos. Quando essas rochas se acomodam, parte da energia é liberada em forma de vibração, que chega à superfície como microtremores discretos.
Como ocorrem os microtremores e qual a intensidade observada?
Essas movimentações geológicas ocorrem a vários quilômetros de profundidade, em escala insuficiente para provocar rachaduras significativas ou queda de estruturas. A população costuma perceber o fenômeno por meio de barulhos curtos, sensação de deslocamento de ar e leve vibração em janelas e móveis.
A região serrana já havia registrado abalos semelhantes, com o maior tremor anterior medido em 2,4 graus na escala Richter. Segundo a Defesa Civil, a intensidade recente não foi quantificada por instrumentos, mas foi avaliada como ainda mais fraca, reforçando o baixo potencial destrutivo do evento.
Há risco estrutural para casas e prédios em Caxias do Sul?
Nos tremores em Caxias do Sul, a avaliação técnica indica que não há risco conhecido para casas, prédios ou infraestrutura urbana. Os relatos se concentram em sinais sutis, típicos de abalos de baixa intensidade, muito abaixo do nível considerado perigoso para edificações.
Para orientar a população sobre o que observar durante esses episódios, a Defesa Civil destaca alguns sinais comuns percebidos pelos moradores:
- Movimento leve de copos ou recipientes com água sobre mesas;
- Balançar discreto de janelas, portas e objetos pendurados;
- Sensação rápida de vibração no piso, semelhante a uma passagem de veículo pesado;
- Barulho curto, tipo estrondo, por vezes acompanhado de leve deslocamento de ar.
A Serra Gaúcha é área de terremotos ou de fenômenos naturais localizados?
Terremotos envolvem liberação de energia em escala maior, associada a falhas geológicas ativas e magnitudes capazes de causar danos estruturais relevantes.
Na Serra Gaúcha, o cenário é de microtremores e abalos de acomodação de rochas, fenômenos naturais recorrentes, porém de baixa intensidade. Municípios como Bento Gonçalves, Gramado e Pinto Bandeira, além de bairros de Caxias do Sul, já relataram episódios semelhantes, o que reforça um padrão localizado e monitorado.
Como a população deve agir diante de novos tremores na região?
Diante da possibilidade de novos tremores na Serra Gaúcha, a principal medida é buscar informação qualificada e manter a calma. Registrar horário, local e intensidade percebida ajuda a compor um histórico detalhado, que auxilia o monitoramento dos órgãos técnicos.
As recomendações incluem priorizar canais oficiais da Defesa Civil, evitar rumores em redes sociais, registrar ocorrências com fotos ou vídeos apenas em segurança e relatar qualquer dano visível em paredes, lajes ou fundações, permitindo vistoria especializada e acompanhamento contínuo do fenômeno.