O dia de compromissos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin em São Paulo, nesta segunda-feira (9/2), chamou atenção não apenas pela pauta de saúde e investimentos, mas pela ausência do governador paulista, Tarcísio de Freitas, reforçando a leitura de afastamento político entre o Palácio dos Bandeirantes e o Palácio do Planalto.
Por que Tarcísio não participou das agendas de Lula e Alckmin?
A ausência de Tarcísio de Freitas nas atividades com Lula e Geraldo Alckmin em São Paulo é vista como parte de um distanciamento político que vem se repetindo. Em outras ocasiões, o governador também não compareceu a eventos com presença do presidente ou do vice, mesmo quando envolviam investimentos federais relevantes.
Segundo a agenda oficial, a única atividade pública de Tarcísio neste 9 de fevereiro foi um encontro com o deputado federal Baleia Rossi, às 18h, na sede do governo estadual. Sem registro de conflito direto de horários, o gesto ganhou peso simbólico e abriu espaço para leituras estratégicas e eleitorais.
Como está a relação entre Tarcísio de Freitas e Lula?
A relação entre o governador de São Paulo e o presidente da República é marcada por diferenças políticas e eleitorais. Tarcísio de Freitas é um dos nomes de destaque da direita nacional, enquanto Lula lidera a principal força da base governista no plano federal, tornando cada gesto público altamente observado.
Nesta segunda-feira, Lula e Alckmin visitaram o Centro de Produção de Vacinas contra a dengue, no Instituto Butantan, e mais tarde seguiram para Mauá, no ABC Paulista, para agenda em saúde e educação. A ausência do governador em um estado que concentra parte central da infraestrutura científica e hospitalar do país é interpretada como recado de alinhamento ao seu campo político.
Qual é o impacto político da ausência de Tarcísio em São Paulo?
A não participação de Tarcísio em agendas com Lula e Alckmin ocorre em meio a indefinições sobre o futuro político de Geraldo Alckmin em 2026. Discute-se sua permanência como vice na chapa de Lula ou uma eventual candidatura ao governo paulista, cenário que influencia cálculos de todos os atores locais.
Nesse contexto, cada movimento em São Paulo ganha dimensão estratégica, sobretudo por envolver possíveis rearranjos entre PT, PSB, MDB e partidos de centro-direita. A postura de Tarcísio, visto como potencial presidenciável em ciclos futuros, reforça a percepção de distanciamento institucional, embora obras e parcerias sigam pelo canal técnico entre governo federal e estadual. Veja publicação recente do Governo de SP:
Se o bem e o mal existem, você pode escolher. E eles escolheram recomeçar.
— Tarcísio Gomes de Freitas (@tarcisiogdf) February 9, 2026
As vozes que cantaram aqui são de homens que enfrentaram a dependência química, passaram pela dor, pelo fundo do poço, e deram a volta por cima.
Esse coral é formado por pacientes das Comunidades… pic.twitter.com/yccw5H0G3B
Quais os impactos das agendas do governo?
Os compromissos de Lula e Alckmin em São Paulo evidenciam a centralidade do estado na política nacional de saúde, ciência e serviços públicos. A visita ao Butantan, com anúncios sobre vacinas contra a dengue e ampliação de insumos, reafirma o papel paulista na resposta a doenças transmissíveis e na inovação biomédica.
Já a agenda em Mauá, com Unidade Móvel de Exames por Imagem e investimentos em educação e saúde, mostra a estratégia de intensificar entregas em regiões populosas do ABC. Para analistas, o contraste entre a presença federal e a ausência do governador será monitorado por partidos, mercados e eleitores como sinal de alianças futuras.
- Lula e Alckmin reforçam presença em SP com ações em saúde e educação.
- Tarcísio prioriza articulações políticas próprias e evita palanques federais.
- Diferenças entre os governos aparecem mais nos gestos públicos do que nas áreas técnicas.