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Início Justiça

Secretário de Comércio dos EUA admite visita à ilha de Jeffrey Epstein

Por Junior Melo
11/fev/2026
Em Justiça
Ilha de Epstein - Foto: Wikimedia Commons

Ilha de Epstein - Foto: Wikimedia Commons

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A admissão do secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, de que esteve na ilha associada ao financista Jeffrey Epstein reacendeu o interesse público em um dos casos mais acompanhados dos últimos anos, especialmente diante da divulgação de novos documentos, registros de viagens e contatos.

Quem é Jeffrey Epstein e qual foi a relação com Howard Lutnick?

Jeffrey Epstein é figura ligada a uma extensa rede de relações com autoridades, empresários e personalidades influentes. A recente liberação de documentos, agendas e e-mails trouxe novamente à tona nomes de visitantes e conhecidos do financista.

No depoimento, Howard Lutnick reconheceu que seu nome aparece em um conjunto de documentos sobre Epstein, mas procurou dimensionar a extensão desse vínculo. Segundo o secretário, “talvez haja 10 e-mails” relacionando os dois ao longo de cerca de 14 anos, o que, em sua avaliação, demonstraria uma interação limitada e sem laços pessoais duradouros.

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Como foi a visita de Howard Lutnick à ilha de Jeffrey Epstein?

Em seu depoimento, Lutnick afirmou que foi à ilha de Epstein, localizada no Caribe, por volta de 2012, em uma viagem de férias com a família. Segundo o secretário, a passagem pelo local teria sido breve, restrita a um almoço, e feita na presença da esposa, dos filhos, de babás e de um casal de amigos com seus filhos.

O secretário relatou que o grupo permaneceu no local por aproximadamente uma hora, durante um almoço em família, descrevendo a cena como um passeio de férias comum. Questionado se teria presenciado comportamentos inapropriados, declarou que, na ocasião, a única coisa que observou foram os funcionários que trabalhavam para Epstein. “Nós almoçamos na ilha, isso é verdade, por uma hora. E saímos de lá com todos os meus filhos, minhas babás e minha mulher, todos juntos. Estávamos de férias em família.”, disse.

Por que a visita de Lutnick à ilha de Epstein gera desconfiança?

A visita de uma autoridade de alto escalão à chamada “ilha de Epstein” ganhou destaque principalmente pelo contexto: o financista já havia sido condenado em 2008 por crimes relacionados a menores. A revelação de que um futuro secretário de Comércio esteve no local anos depois da condenação levantou questionamentos no meio político e na opinião pública internacional.

Durante o depoimento, Lutnick foi lembrado de declarações feitas em 2005, quando teria se referido a Epstein como uma “pessoa má”. A combinação dessa percepção negativa anterior, da condenação de 2008 e da visita posterior motivou dúvidas sobre o motivo de aceitar ir à ilha e sobre possíveis contradições em sua postura ao longo do tempo.

Como a viagem se tornou suspeita?

Além do simples fato da visita, alguns episódios relatados no depoimento chamaram atenção de senadores e da imprensa. Esses pontos alimentam o debate sobre o grau de proximidade de Lutnick com Epstein e sobre o julgamento ético envolvido na decisão de visitar a ilha:

  • Visita à ilha após a condenação de Epstein por aliciamento de menor em 2008.
  • Declarações antigas de Lutnick chamando Epstein de “pessoa má” em 2005.
  • Presença de familiares e funcionários domésticos na viagem, usada como argumento de caráter familiar.
  • Referência a uma possível interação entre Epstein e uma babá da família, mencionada por um senador.

Qual é o impacto político e público das declarações do secretário?

A admissão de Howard Lutnick ocorre em um ambiente de forte escrutínio sobre figuras públicas que, em algum momento, mantiveram contato com Jeffrey Epstein. Em 2026, o caso continua presente em investigações, reportagens e debates no Congresso dos EUA, impulsionado pela divulgação progressiva de documentos e registros.

Do ponto de vista institucional, a fala do secretário tenta separar presença física de envolvimento com redes de abuso e tráfico humano, enfatizando o caráter familiar da visita e o relato de não ter visto atividades inapropriadas. Para o público, o caso reacende debates sobre transparência, responsabilidade de autoridades e o peso do contexto histórico na avaliação dessas conexões.

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