O governo de Minas Gerais voltou a lidar com os impactos das fortes chuvas neste início de 2026. Em Juiz de Fora, na Zona da Mata, temporais nesta terça-feira (24/2), provocaram alagamentos, deslizamentos, vítimas e ampla mobilização de equipes de emergência.
Como o governador Romeu Zema reagiu à situação em MG?
Enquanto cumpria agenda oficial em Unaí, no noroeste do estado, o governador Romeu Zema afirmou estar acompanhando a situação em tempo real e anunciou que se deslocará para Juiz de Fora. A intenção é acompanhar de perto as operações de salvamento, resgate e atendimento à população afetada.
Zema destacou que mantém contato permanente com secretarias e órgãos responsáveis pelo monitoramento das chuvas e pela resposta às ocorrências. Ao afirmar que “o Estado estará presente e fará o possível para amenizar esse grande sofrimento”, sinalizou uma atuação contínua nas áreas atingidas, com visitas a regiões impactadas e reuniões. Veja o vídeo compartilhado em suas redes sociais:
Não podemos subestimar a força das águas. Nosso compromisso é permanecer ao lado dos mineiros, trabalhando sem parar para atravessarmos mais este momento difícil com união e responsabilidade. pic.twitter.com/V9sxtmqfVN
— Romeu Zema (@RomeuZema) February 24, 2026
Quais são os principais impactos das fortes chuvas em Juiz de Fora?
Juiz de Fora registrou quase 200 milímetros de chuva em poucas horas, volume muito acima do esperado para um curto intervalo, o que provocou deslizamentos de encostas, quedas de barreiras e alagamentos em mais de dez pontos da cidade. Há relatos de danos em residências, bloqueio de vias e interrupções pontuais na mobilidade urbana.
Segundo o governo estadual, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e a Polícia Civil foram mobilizados desde a madrugada para atuar em socorro às vítimas em Juiz de Fora e região, com confirmação de vítimas e números ainda em atualização. A orientação é evitar encostas, margens de rios e locais com histórico de alagamento.
Como o governo de Minas está respondendo aos temporais na Zona da Mata?
Além de Juiz de Fora, os temporais atingiram de forma significativa o município de Ubá e outras cidades da Zona da Mata, levando o governo de Minas Gerais a decretar luto oficial de três dias em todo o estado pelas vítimas. A resposta envolve ações imediatas e articuladas com as prefeituras, priorizando socorro, abrigo e restabelecimento de serviços.
Para enfrentar o cenário de emergência e organizar a recuperação inicial, o Estado adotou medidas coordenadas em diferentes frentes, integrando órgãos de proteção e defesa civil, segurança pública e assistência social:
- Atendimento emergencial às vítimas: oferta de abrigo temporário, distribuição de água potável, colchões, cestas básicas e itens de higiene;
- Reforço na estrutura de resgate: ampliação de equipes de bombeiros, uso de viaturas especializadas e, quando necessário, apoio aéreo;
- Monitoramento constante: análise de riscos de novos deslizamentos e alagamentos pela Defesa Civil e por sistemas meteorológicos;
- Articulação com prefeituras: suporte técnico e financeiro para limpeza de vias, recuperação de serviços e abertura de abrigos;
- Registro de danos: levantamento detalhado para embasar pedidos de recursos federais e futuros programas de reconstrução.
Qual é o papel da solidariedade do governador em momentos de tragédia?
Em situações de desastre, a manifestação pública de solidariedade de autoridades, como a de Romeu Zema, reconhece o sofrimento de quem perdeu familiares, bens ou moradia e ajuda a dar visibilidade à gravidade do ocorrido.
No caso de Juiz de Fora, a declaração de que o “Estado estará presente” indica o compromisso de manter equipes mobilizadas enquanto houver necessidade, do resgate à fase pós-enchente. Isso inclui avaliação de danos em escolas, unidades de saúde, estradas e moradias, além de ações de apoio à recuperação econômica de famílias.
Quais os próximos passos na região?
Os temporais que atingiram Juiz de Fora, Ubá e outros municípios da Zona da Mata reacendem o debate sobre a preparação das cidades mineiras para eventos climáticos extremos, que têm se tornado mais frequentes.
À medida que as equipes seguem atuando no socorro e na recuperação imediata, cresce a expectativa de que monitoramento climático, planejamento urbano e integração entre Estado e municípios ganhem espaço no debate público. O objetivo é reduzir a vulnerabilidade da população, fortalecer campanhas de orientação em períodos chuvosos.