A Anvisa emitiu novos alertas urgentes sobre falhas na rotulagem e falsificação de medicamentos que colocam vidas em risco. A situação exige atenção redobrada do consumidor, pois produtos trocados ou sem eficácia podem estar circulando em prateleiras de farmácias e hospitais.
Quais riscos a troca de embalagens traz para a saúde?
O caso recente do Pantoprazol Sódico ilustra um pesadelo para qualquer paciente: ingerir um remédio esperando o efeito de outro. O lote OA3169 foi recolhido após ser embalado incorretamente com um diurético, erro que pode causar quedas bruscas de pressão em quem buscava apenas alívio gástrico.
O mesmo perigo atingiu o antialérgico Alektos (lote 569889), que continha comprimidos para diabetes. Esses erros operacionais não são apenas falhas visuais, mas riscos químicos graves que justificam a suspensão imediata para evitar reações adversas imprevisíveis.
Quais medicamentos de alto custo foram alvo de falsificação?
A crueldade da falsificação chegou a terapias vitais, como o Mounjaro (diabetes tipo 2) e tratamentos oncológicos. A Anvisa apreendeu unidades após confirmar que não havia garantia de origem, o que significa que pacientes graves poderiam estar recebendo substâncias inócuas em vez de tratamento.
Confira os lotes que entraram na mira da fiscalização por serem classificados como falsificados e proibidos:
Como conferir se o remédio comprado é original?
A sua primeira defesa contra medicamentos irregulares é a conferência visual detalhada antes de sair do balcão. Rasuras na caixa, etiquetas coladas tortas ou diferenças entre o número do lote no papel e no frasco são sinais claros de perigo.
Desconfie sempre de “promoções imperdíveis” em canais não oficiais ou redes sociais. Se a embalagem parecer violada ou a impressão estiver ruim, não consuma o produto e procure imediatamente orientação farmacêutica.
Por que é vital acompanhar os alertas oficiais da Anvisa?
Monitorar esses comunicados não é apenas burocracia, é uma medida de proteção à vida para quem depende de uso contínuo de fármacos. A segurança do tratamento aumenta quando o paciente deixa de ser passivo e integra a rede de fiscalização.
Transforme essa checagem em hábito para proteger a sua saúde e a de sua família:
- Compare sempre o fabricante descrito na caixa com as informações da bula interna.
- Notifique a vigilância sanitária local ao perceber qualquer alteração na cor ou no lacre.
- Compre apenas em redes credenciadas que garantem a rastreabilidade total do lote vendido.