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Início Saúde

Paciente chega ao hospital com projétil em parte íntima e caso mobiliza equipe antibombas

Por Junior Melo
05/fev/2026
Em Saúde
Paciente chega ao hospital com projétil em parte íntima e caso mobiliza equipe antibombas

Esquadrão antibombas entrando em hospital

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O atendimento médico de emergência em casos fora do comum voltou a chamar atenção após um homem de 24 anos procurar o hospital Rangueil, em Toulouse, no sul da França, com um projétil antigo alojado no reto, o que levou à ativação de um protocolo de segurança reforçado com apoio de equipe antibombas e bombeiros.

Por que o hospital acionou a equipe antibombas em Toulouse?

O episódio, ocorrido em um fim de semana, fez o hospital tratar o caso como incidente de segurança, e não apenas como rotina médica. A operação envolveu coordenação entre profissionais de saúde, especialistas em explosivos e o Corpo de Bombeiros local.

Segundo um membro da equipe médica ouvido pela AFP sob anonimato, o paciente relatou ter inserido o objeto por conta própria. Como se tratava de um projétil antigo de coleção, surgiu de imediato a suspeita de possível carga explosiva ativa.

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Como foi a retirada do projétil e a atuação da equipe antibombas?

Durante o procedimento no hospital Rangueil, os profissionais identificaram um projétil de cerca de 20 centímetros, descrito como peça de coleção. A dúvida sobre sua capacidade explosiva levou à adoção de medidas adicionais de segurança dentro da área cirúrgica.

Por precaução, o hospital acionou a equipe especializada em desativação de explosivos e solicitou apoio dos bombeiros. Após avaliação técnica, o artefato foi considerado seguro o bastante para remoção controlada, preservando o anonimato do paciente.

Por que um projétil dentro do corpo exige protocolo de segurança ampliado?

Quando um projétil é encontrado dentro do corpo, mesmo dito inativo, as equipes devem supor o pior cenário, incluindo risco de explosão. Em ambiente hospitalar, isso ameaça paciente, profissionais e estruturas, devido a gases, equipamentos elétricos e alta circulação.

Nesse contexto, o acionamento da equipe antibombas é uma etapa preventiva que complementa o atendimento médico. Esses especialistas avaliam condições do artefato antes que a equipe cirúrgica o manipule diretamente, reduzindo o risco de acidentes graves:

  • Tipo, origem provável e época do projétil.
  • Estado de conservação e sinais de corrosão ou instabilidade.
  • Indícios de carga ativa ou resíduo explosivo interno.
  • Probabilidade de detonação durante exames e cirurgia.

Como hospitais lidam com objetos inseridos no reto ou em outras cavidades?

Casos de objetos inseridos no reto ou em outras cavidades são conhecidos na prática de pronto-socorro, embora projéteis sejam raros. A abordagem segue protocolos clínicos que consideram tipo, tamanho, material e riscos associados à remoção:

  • Avaliação inicial: coleta de informações sobre o objeto, horário da inserção, sintomas e histórico clínico.
  • Exames de imagem: uso de raio-X, tomografia ou outros recursos para localizar o item e verificar lesões.
  • Análise de risco: maior cautela com materiais cortantes, pontiagudos ou potencialmente explosivos.
  • Planejamento do procedimento: definição entre abordagem menos invasiva ou cirurgia sob anestesia.
  • Acompanhamento pós-atendimento: monitoramento de infecções, hemorragias e possíveis impactos psicológicos.

Quais os impactos do caso em Toulouse?

O episódio no hospital Rangueil mostra que emergências modernas envolvem não só quadros clínicos, mas também riscos de explosão, contaminação e impacto coletivo. Grandes hospitais europeus já contam com planos para incidentes atípicos, como substâncias químicas e artefatos bélicos antigos.

A rápida decisão de acionar antibombas e bombeiros reduziu a chance de danos maiores e ilustra a importância de canais diretos entre hospitais, serviços de emergência e autoridades. O sigilo sobre detalhes técnicos e identidade do paciente também busca evitar exposição indevida e possíveis imitações de comportamentos de risco.

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