A procura pela primeira carteira de motorista entrou em uma nova fase com o programa CNH do Brasil, que vem redesenhando o acesso à habilitação com modelo digital, menos burocracia e custos mais competitivos.
Como a CNH do Brasil mudou a primeira habilitação?
O programa CNH do Brasil foi estruturado para simplificar o processo da primeira habilitação e centralizar etapas que antes dependiam de autoescolas tradicionais e Detrans estaduais. Desde o lançamento, em dezembro, a plataforma registrou cerca de 3 milhões de pedidos e já resultou em aproximadamente 298,5 mil CNHs emitidas, consolidando-se como um dos principais caminhos para quem tira a carteira pela primeira vez.
Em paralelo, os pedidos feitos diretamente pelos Detrans somaram cerca de 194 mil no mesmo período, volume bem menor que o canal nacional. Isso indica uma migração consistente para o ambiente unificado do programa, onde o candidato acompanha etapas, organiza cursos e exames e, em muitos casos, reduz custos com intermediações, tornando o processo mais previsível e acessível.
Como cresceu a procura pela primeira habilitação?
Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, o número de pessoas buscando a primeira carteira de motorista saltou de 369,2 mil para 1,7 milhão, avanço de cerca de 360%. Esse movimento está diretamente ligado à expansão da CNH do Brasil, que facilitou a entrada no sistema para candidatos de diferentes perfis socioeconômicos e regiões.
O desempenho aparece também nos dados por estado: São Paulo lidera com 76.521 habilitações expedidas pela plataforma, seguido por Minas Gerais ( 23.548 ) e Rio de Janeiro ( 23.301 ). Além disso, cursos teóricos cresceram 319%, exames teóricos 32%, cursos práticos 22% e exames práticos 11%, evidenciando maior adesão à formação completa do condutor. Veja os detalhes do processo no vídeo divulgado pelo Governo do Brasil:
Quais as mudanças para o candidato com o instrutor autônomo?
Um dos pontos centrais da CNH do Brasil é a figura do instrutor autônomo, regulamentado por novas normas do Contran. Esses profissionais passaram a atuar de forma independente, sem vínculo obrigatório com autoescolas, o que ampliou alternativas para organizar aulas práticas e, em muitos casos, barateou o processo.
Esse cenário remodelou o mercado de formação de condutores, com 24.754 cursos práticos já realizados por instrutores independentes. Na prática, o candidato ganha mais flexibilidade e variedade de serviços, como se vê a seguir:
- Maior oferta de horários e locais de aula, inclusive em regiões antes pouco atendidas;
- Possibilidade de comparar preços, pacotes e condições de pagamento;
- Mais opções para escolher o profissional com quem o candidato se sente mais seguro;
- Competição maior entre serviços, o que tende a gerar valores mais acessíveis;
- Combinação possível entre autoescola e instrutor autônomo, desde que respeitada a carga horária legal.
Quais os impactos da CNH do Brasil?
O programa CNH do Brasil funciona integrado ao sistema nacional de trânsito, sob responsabilidade da Senatran e em cooperação com os Detrans. As etapas de cursos, provas teóricas e exames práticos continuam obrigatórias, com registro eletrônico, controle de frequência e validação dos resultados, mas com acesso mais digital, padronizado e rastreável.
A plataforma amplia o alcance do serviço onde havia pouca oferta de autoescolas e reduz a dependência de processos totalmente presenciais. A emissão de cerca de 298 mil primeiras habilitações pela CNH do Brasil, em um universo de 1,7 milhão de candidatos em janeiro de 2026, mostra um sistema em expansão que exige, ao mesmo tempo, fiscalização contínua e foco na qualidade da formação.
| 🚗 Impactos do Programa CNH do Brasil |
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Ampliação do acesso à habilitação
O programa facilita o acesso à CNH para pessoas de baixa renda,
ajudando a reduzir desigualdades sociais históricas.
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Mais oportunidades de emprego
Com a CNH, brasileiros passam a concorrer a vagas em setores como
logística, transporte, entregas e serviços.
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Redução da informalidade
A regularização de motoristas contribui para diminuir o trabalho informal
e ampliar direitos trabalhistas.
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Melhora na segurança no trânsito
O incentivo à formação adequada e aos exames oficiais aumenta
a segurança viária e reduz riscos nas ruas e estradas.
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Inclusão e autonomia social
A CNH amplia a mobilidade, garante mais autonomia e melhora o acesso
a trabalho, saúde e educação.
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Impacto econômico local
O programa movimenta autoescolas, clínicas, exames e serviços
ligados ao setor de trânsito.
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FAQ sobre a CNH do Brasil
- Quantos brasileiros já tiraram a primeira CNH pela plataforma CNH do Brasil? Até o momento, foram emitidas cerca de 298,5 mil primeiras habilitações por meio da plataforma.
- O programa CNH do Brasil substitui o Detran? Não. A CNH do Brasil funciona integrada aos Detrans e à Senatran, organizando o processo em nível nacional, mas as provas, vistorias e registros continuam sob responsabilidade dos órgãos de trânsito estaduais.
- É obrigatório fazer aulas com instrutor autônomo? Não. O candidato pode escolher entre autoescola, instrutor autônomo ou ambos, desde que cumpra a carga horária exigida e siga as normas do Contran e do Detran local.
- O que mudou nos exames com a CNH do Brasil? As regras de avaliação permanecem, mas houve aumento no número de cursos e provas aplicadas, com mais organização digital e controle de dados, o que facilita o agendamento e o acompanhamento das etapas pelo candidato.