O mercado global de carros elétricos registrou uma mudança relevante em 2025, quando a BYD assumiu a liderança ao vender cerca de 2,25 milhões de veículos puramente elétricos. O resultado colocou a fabricante chinesa à frente da Tesla, reforçando o avanço das marcas asiáticas na transição para a eletromobilidade.
Qual é a estratégia por trás do sucesso da BYD no segmento de carros elétricos?
No setor de carros elétricos, a BYD se diferencia por não depender de um único modelo de destaque. A empresa aposta em um portfólio amplo e diversificado, atendendo diferentes faixas de preço e categorias, que vão de veículos comerciais, como ônibus e caminhões, até carros de passeio e modelos de padrão premium.
O fortalecimento das vendas de modelos como o Dolphin e o Atto 2 foi determinante para o crescimento registrado no último período. Além disso, a marca obteve um desempenho excepcional no segmento de híbridos plug-in com o Seal U, demonstrando versatilidade tecnológica para atender diversos perfis de consumidores ao redor do mundo.
Como a BYD lidera o mercado de veículos de nova energia na Hungria?
A marca consolidou sua presença no mercado húngaro ao assumir a liderança no segmento de NEVs (Veículos de Nova Energia). Em 2025, a fabricante comercializou 2.412 unidades no país, superando marcas tradicionais e estabelecendo um novo patamar de aceitação para carros elétricos e híbridos na região do leste europeu.
A tabela abaixo detalha o alcance global e o desempenho da fabricante no cenário húngaro em 2025:
Quais as principais vantagens técnicas dos veículos elétricos modernos?
Especialistas do setor automotivo destacam que a operação simplificada é um dos maiores atrativos para os novos compradores de carros elétricos. Por possuírem menos peças móveis do que motores de combustão interna, os custos de manutenção tendem a ser significativamente reduzidos, o que garante economia financeira para o proprietário a longo prazo.
A tecnologia moderna oferecida permite que o desempenho das baterias atuais compita diretamente com veículos tradicionais. Muitos modelos entregam autonomia entre 500 e 1.000 quilômetros, tornando o transporte silencioso e sustentável viável tanto para o uso urbano quanto para viagens extensas em rodovias de alta velocidade.
Quem assume a nova estrutura de liderança da divisão húngara?
A BYD Hungria anunciou uma reformulação em seu corpo diretivo para estabilizar o crescimento na região e fortalecer as relações governamentais. Jeremy Wang assume o posto de diretor regional, substituindo Jontey Lee, que passará a coordenar as operações da empresa na Arábia Saudita.
A gestão operacional da divisão húngara fica sob a responsabilidade de Ádám Rényi-Vámos, que atuará como diretor nacional. Wang teve participação ativa na preparação dos investimentos para a futura fábrica de Szeged, reforçando o foco estratégico da companhia no mercado europeu e na consolidação de sua infraestrutura local.
- Fortalecer a confiança do consumidor através de uma rede de serviços pós-venda em expansão.
- Preparar o início da produção local na fábrica de Szeged, previsto para 2026.
- Expandir o portfólio de modelos elétricos com foco em autonomia superior e preços competitivos.
No perfil Eletricarbr, comandado por Mateus Afonso, que conta com 176 mil seguidores e mais de 4,2 milhões de curtidas, ele traz as atualizações mais recentes sobre o complexo industrial da BYD em Camaçari, na Bahia (antiga fábrica da Ford):
@eletricarbr ⚡Como Anda a Fábrica da BYD no Brasil! Já Esta Montando os Carros?⚡ 💡O vídeo de hoje é para bater um papo com com o engenheiro da BYD na fábrica da marca em Camaçari, na Bahia. Sim, a marca que vem crescendo forte no Brasil e que tem planos claros de produzir seus carros localmente nos próximos anos. Por enquanto, a operação acontece no regime SKD (Semi Knocked Down), quando os veículos chegam parcialmente desmontados e passam por etapas de montagem final no país, como integração de componentes, ajustes e acabamento 🔋A BYD, que já vende um volume muito expressivo no Brasil, adquiriu a antiga fábrica da Ford justamente com o objetivo de iniciar a produção nacional, reduzir impostos de importação e tornar seus carros ainda mais competitivos em preço e escala no nosso mercado 🏭Na planta, a marca já realiza a integração de motores com a carroceria e toda a etapa de finalização de modelos como King, Song Pro e Dolphin Mini. Além disso, a fábrica conta com diversos sistemas automatizados, incluindo robôs que transportam peças e componentes de um lado a outro, mostrando um alto nível de tecnologia no processo 👉E aí, curtiu a fábrica da BYD? Já tem ou teria um carro da marca?
♬ som original – Eletricarbr/Mateus Afonso
Qual o impacto da futura fábrica de Szeged para o mercado interno?
A construção da unidade fabril própria na Europa permitirá que a marca reduza custos logísticos e adapte seus produtos às exigências específicas do mercado continental. Com o início da produção em Szeged agendado para 2026, a empresa se posiciona como um pilar industrial fundamental para a economia da Hungria.
A presença de uma fábrica local eleva o interesse do público por veículos sustentáveis, acelerando a transição energética. A combinação de tecnologia de ponta, manutenção simplificada e uma estrutura de gestão robusta coloca a fabricante em uma posição privilegiada para ditar as tendências da indústria automotiva global nos próximos anos.