O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) anunciou nesta quinta-feira (12/2) uma mobilização nacional da direita para o dia 1º de março, batizada de “Acorda Brasil”, com foco na defesa dos pedidos de impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, tendo como principal palco a Avenida Paulista, em São Paulo, às 14h.
Como será a manifestação da direita “Acorda Brasil”?
A manifestação ocorre em um cenário de forte tensão entre setores da direita, o governo federal e parte do Judiciário. O ato, convocado nas redes sociais, busca pressionar o Congresso e reforçar a pauta de afastamento de autoridades dos Poderes Executivo e Judiciário em todo o país.
A concentração principal será na Avenida Paulista, em São Paulo, com estrutura para discursos, transmissões ao vivo e participação de influenciadores de direita. A data e o local foram escolhidos por sua forte simbologia política, após anos de grandes atos realizados nessa avenida. Veja o vídeo compartilhado por Nikolas:
Fora Lula, Moraes e Toffoli – 01.03 – Acorda, Brasil. pic.twitter.com/EVgbaXMZBX
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) February 13, 2026
Quais são as principais pautas do ato Acorda Brasil?
O ato tem como eixos centrais o impeachment de Lula, o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e o afastamento de Dias Toffoli do STF. A convocação tenta unificar diferentes correntes da direita, especialmente grupos que atuam em redes sociais e aplicativos de mensagens.
Além das pautas de afastamento de autoridades, organizadores mencionam defesa da liberdade de expressão, críticas ao ativismo judicial e denúncias de supostos abusos do STF. Entre os principais pontos destacados pelos articuladores estão:
- Foco em grande ato na Avenida Paulista, em São Paulo, às 14h de 1º de março
- Defesa dos impeachments de Lula e de Alexandre de Moraes
- Pedido de afastamento de Dias Toffoli do STF
- Chamado para atos simultâneos em capitais e cidades do interior
Por que Nikolas Ferreira está convocando a manifestação?
A mobilização ganha força em meio às investigações sobre o Banco Master, que apuram suspeitas de fraudes financeiras bilionárias. O caso se intensificou politicamente após a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do processo no STF, depois de reunião convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin.
Relatórios da Polícia Federal mencionam Toffoli em mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, envolvendo negociações ligadas ao resort Tayayá, no Paraná. Toffoli admitiu ter sido sócio do negócio e reconheceu participação na empresa Maridt, que vendeu cotas do resort a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
Como a troca de relator no STF influencia o clima político?
Com o avanço das investigações, o caso passou para as mãos do ministro André Mendonça, novo relator do processo no Supremo e já responsável por outro inquérito sobre fraudes no INSS. Essa mudança é usada por setores da direita para reforçar críticas à atuação do STF e questionar possíveis conflitos de interesse.
A substituição de relator, somada às menções a Toffoli, alimenta o discurso de desconfiança em relação ao Judiciário. Para organizadores do ato, o episódio exemplifica a necessidade de maior fiscalização sobre autoridades dos Três Poderes e justifica o tom de protesto da manifestação “Acorda Brasil”.
Quais temas devem dominar a manifestação anunciada por Nikolas Ferreira?
A manifestação tende a reunir críticas ao governo Lula, contestação a decisões do STF e pedidos de transparência em casos como o do Banco Master. Também devem aparecer pautas recorrentes da direita, como defesa do combate à corrupção, da autonomia do Congresso e de limites ao poder judicial.
A Avenida Paulista deve voltar a servir como vitrine para discursos transmitidos em tempo real, com forte repercussão digital. A adesão ao “Acorda Brasil” será observada como termômetro da capacidade de mobilização da direita e da força da pauta de impeachment e de enfrentamento ao Supremo nas ruas.
