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Início Justiça

Lula expõe conversa com filho sobre INSS e afirma: “Tendo coisa, vai pagar o preço”

Por Junior Melo
06/fev/2026
Em Justiça
Lula expõe conversa com filho sobre INSS e afirma: "Tendo coisa, vai pagar o preço"

Lula - Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

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O episódio envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, reacendeu o debate sobre fraudes no INSS e a forma como suspeitas contra familiares de autoridades públicas são tratadas, especialmente diante da Operação Sem Desconto e da atuação da Polícia Federal.

O que Lula afirmou sobre o envolvimento de Lulinha nas fraudes no INSS?

Durante entrevista nesta quinta-feira (5/2), Lula relatou ter chamado o filho para uma conversa reservada assim que viu o nome dele relacionado ao caso. Disse que, se houvesse participação em irregularidades, Lulinha teria de “pagar o preço”; se não tivesse envolvimento, caberia a ele se defender.

O presidente reiterou que a lei deve valer para todos, inclusive para familiares, caso fique comprovada alguma participação. Ao mesmo tempo, enfatizou que as investigações da Polícia Federal seguem em andamento e que não há conclusão definitiva sobre a responsabilidade de cada envolvido.

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Como está a operação contra as fraudes no INSS?

A Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, investiga um esquema de fraudes no INSS com supostos desvios em benefícios e concessões irregulares. Em materiais apreendidos e depoimentos, surgiram menções diretas e indiretas a Lulinha, ligadas a uma possível sociedade oculta com o intermediário Antonio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

Segundo a PF, o “Careca do INSS” seria figura central do esquema, atuando na linha de frente das irregularidades previdenciárias. Em geral, as fraudes envolvem concessão de benefícios com documentos falsos, vínculos trabalhistas fictícios e intermediação de terceiros especializados em burlar sistemas, o que afeta diretamente as contas públicas.

Quais são as principais características das fraudes previdenciárias?

Os investigadores apontam que as fraudes previdenciárias seguem padrões recorrentes, combinando ações de servidores, intermediários e beneficiários. Esses esquemas buscam explorar falhas de fiscalização, brechas legais e sistemas de controle defasados.

Entre as práticas mais citadas nas apurações, destacam-se mecanismos que ajudam a compreender como o dinheiro é desviado do INSS e quem costuma ser beneficiado:

  • Concessão de aposentadorias e auxílios com laudos médicos falsos ou adulterados.
  • Criação de empresas fictícias apenas para gerar vínculos empregatícios simulados.
  • Uso de “ despachantes” e atravessadores para montar dossiês fraudulentos.
  • Manipulação de sistemas internos, com inclusão de períodos de contribuição inexistentes.
  • Lavagem de dinheiro por meio de negócios de fachada e movimentações em espécie.

Como o governo e a CPMI do INSS reagem às suspeitas e às denúncias?

Além da PF, Câmara e Senado instalaram uma CPMI para investigar desvios no INSS e mapear responsabilidades políticas e administrativas. A comissão analisa documentos, ouve testemunhas e avalia requerimentos para aprofundar a apuração sobre a rede de fraudes, inclusive envolvendo pessoas próximas ao presidente.

Um dos pontos centrais é a possível quebra de sigilo fiscal e bancário de Lulinha, o que exigiria maioria na CPMI. Tentativas semelhantes foram rejeitadas em 2025 pela base aliada, mas novos pedidos podem voltar à pauta em meio à pressão por transparência, enquanto Lula declara que todos os culpados devem ser presos e ressarcir o sistema de Previdência.

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