O comunicado divulgado nesta segunda-feira (9/2) por Luciana Gimenez sobre a suposta ligação com o caso Jeffrey Epstein reacendeu o interesse público nos documentos liberados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, após seu nome aparecer em registros financeiros anexados ao processo.
O que diz o comunicado oficial de Luciana Gimenez sobre o caso Jeffrey Epstein?
No texto divulgado, a apresentadora afirma que nunca conheceu Jeffrey Epstein e que não teve qualquer contato pessoal, profissional ou financeiro com ele, repudiando categoricamente qualquer tentativa de vinculá-la aos crimes investigados.
O comunicado ressalta que a menção ao seu nome decorre de registros bancários enviados em bloco às autoridades norte-americanas, envolvendo diversos clientes de uma mesma instituição financeira, sem que houvesse seleção individualizada ou indicação de envolvimento em ilícitos. As informações são da CNN. Veja o comunicado da apresentadora:
Como o nome de Luciana Gimenez surgiu nos documentos do Departamento de Justiça?
Segundo a nota, a Deutsche Bank Trust Company Americas, instituição na qual Luciana mantinha conta, foi acionada para fornecer dados de determinados períodos relacionados à apuração financeira do caso Epstein, enviando um grande volume de informações de vários correntistas.
Nesse envio massivo apareceram nomes de diversos clientes, entre eles o de Luciana, cujos registros foram disponibilizados em plataforma oficial do Departamento de Justiça, sem que os documentos apontem vínculo direto com atividades criminosas ou com a rede pela qual Epstein foi condenado.
Quais são as características das transações financeiras?
O comunicado detalha que, a princípio, as movimentações associadas à apresentadora correspondem a transferências internas de uma conta de investimentos para sua conta de pessoa física, ambas de mesma titularidade, realizadas por meio de banco internacional.
Para esclarecer melhor o contexto, o texto informa que o banco está compilando operações antigas a fim de demonstrar formalmente a natureza dessas transações, que, segundo a defesa de Luciana, são internas e sem relação com Epstein ou com terceiros investigados.
Quais valores, períodos e pontos ainda não esclarecidos?
Os documentos do Departamento de Justiça indicam transferências que somam cerca de US$ 12 milhões, realizadas entre 2014 e 2019, período em que as investigações financeiras ligadas à rede de Jeffrey Epstein se intensificaram e passaram a envolver bancos que o atenderam.
Esses registros não esclarecem a origem dos recursos nem indicam que os valores tenham partido de contas associadas diretamente a Epstein ou a empresas ligadas ao esquema, motivo pelo qual a apresentadora aguarda manifestação formal do banco para consolidar e explicar todas as operações citadas:
- Transferências somadas em aproximadamente US$ 12 milhões.
- Período das operações: entre 2014 e 2019.
- Indicação preliminar de transações internas entre contas de mesma titularidade.
- Ausência, nos documentos públicos, de vínculo direto com contas de Epstein.
Quem foi Jeffrey Epstein e por que o caso ainda gera repercussão?
Jeffrey Epstein foi um financista norte-americano investigado e condenado por crimes sexuais, incluindo tráfico de menores e abuso de adolescentes, preso novamente em 2019 e morto no mesmo ano em uma prisão em Nova York, em circunstâncias amplamente debatidas.
O caso continua em evidência em 2026 porque novas listas, registros financeiros e depoimentos antes sigilosos seguem sendo divulgados, o que faz surgir o nome de diversas pessoas em bases de dados amplas, levando o comunicado de Luciana a enfatizar a necessidade de cautela, seriedade e responsabilidade na interpretação dessas informações.