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Justiça obriga homem que não devolveu Pix errado a pagar R$ 1.500 de indenização por danos morais

Por Larissa Hisashi
07/fev/2026
Em Geral
Justiça obriga homem que não devolveu Pix errado a pagar R$ 1.500 de indenização por danos morais

Ficar com Pix errado pode gerar condenação por apropriação indébita e indenização

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Receber um Pix errado pode parecer sorte, mas envolve responsabilidade jurídica séria e pode gerar prejuízos relevantes para quem insiste em ficar com o dinheiro. Com o avanço dos meios de pagamento instantâneos, como o Pix, os tribunais brasileiros reforçam que o destinatário de um valor indevido não é dono desse dinheiro e deve agir com transparência para corrigir o erro, sob pena de responder civil e criminalmente.

O que aconteceu no caso recente de Pix errado em Brusque?

No caso julgado em Brusque (SC), o tribunal entendeu que gastar ou reter dinheiro recebido por engano configura apropriação indébita. O réu recebeu um Pix equivocado, ignorou as mensagens do verdadeiro titular e não tomou qualquer iniciativa para devolver o valor.

Por essa conduta de má-fé, foi condenado a devolver cada centavo, com juros e correção monetária, além de pagar R$ 1.500,00 por danos morais. A Justiça reconheceu que o estresse de ter que “implorar” pelo próprio dinheiro supera o mero aborrecimento, somando-se ainda custas processuais e honorários advocatícios.

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Justiça obriga homem que não devolveu Pix errado a pagar R$ 1.500 de indenização por danos morais
Ignorar um Pix errado pode virar dor de cabeça e processo judicial

O que a lei diz sobre receber um Pix indevido?

Quando alguém recebe um Pix por engano, percebe o erro e, ainda assim, decide gastar ou reter o valor, assume o risco de ser enquadrado em crime de apropriação indébita. A quantia continua sendo de propriedade de quem fez a transferência, e o depósito indevido não transforma o recebedor em legítimo titular.

Manter o valor indevido na conta, ignorando pedidos de devolução ou bloqueando o remetente, é interpretado como má-fé. Além da esfera criminal, a conduta abre espaço para ações cíveis, com obrigação de restituir o montante com juros, correção e outros acréscimos, pois a boa-fé deve orientar o uso do Pix para quem envia e para quem recebe.

Quem não devolve Pix errado pode pagar danos morais?

Além da devolução do valor, decisões recentes reconhecem a possibilidade de indenização por danos morais em favor de quem sofre o prejuízo. Quando a vítima precisa insistir, acionar banco, polícia e Judiciário para reaver o próprio dinheiro, o desgaste ultrapassa o simples desconforto cotidiano.

Nessas situações, o recebedor que não devolve o Pix pode ser condenado às seguintes consequências jurídicas:

  • Restituir todo o valor enviado por engano, com atualização monetária;
  • Pagar indenização por danos morais pela resistência injustificada em colaborar;
  • Arcar com custas processuais e honorários advocatícios;
  • Responder a investigação criminal por apropriação indébita.
Justiça obriga homem que não devolveu Pix errado a pagar R$ 1.500 de indenização por danos morais
Ele ficou com um Pix errado e foi condenado a pagar muito mais

Como agir ao perceber um Pix enviado ou recebido por engano?

Quando o equívoco é identificado, tanto quem enviou quanto quem recebeu o Pix devem agir rapidamente e de forma documentada. Essa postura reduz conflitos e pode evitar boletim de ocorrência ou processo judicial, além de demonstrar boa-fé às instituições financeiras.

Para quem fez o Pix errado, recomenda-se tentar contato respeitoso com o destinatário, registrar a falha no banco e solicitar o Mecanismo Especial de Devolução (MED). Já quem recebeu o Pix indevido deve avisar o banco, responder ao remetente e evitar movimentar o valor até o estorno, guardando comprovantes que demonstrem sua colaboração.

Por que devolver imediatamente um Pix errado evita problemas maiores?

A devolução espontânea do Pix errado é vista pelos tribunais como forte sinal de boa-fé e tende a afastar interpretações mais rígidas na esfera criminal. Quando o recebedor age de forma colaborativa, o episódio costuma se encerrar na relação entre as partes ou na intermediação do banco, sem necessidade de ação judicial.

Ao devolver o dinheiro assim que percebe o erro, o destinatário evita bloqueios judiciais de contas, litígios demorados, riscos de inquérito policial e histórico negativo em processos cíveis. Em um cenário em que o Pix é o principal meio de pagamento no Brasil, a devolução rápida é a forma mais segura de evitar prejuízos financeiros e de imagem.

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