Uma instituição financeira foi condenada a ressarcir um consumidor em R$ 6.000 após uma fraude envolvendo falsas promessas de renda extra no Telegram. A decisão da 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais reformou o entendimento anterior para reconhecer a falha de segurança bancária.
Como o esquema criminoso vitimou o consumidor no ambiente digital?
O golpe ocorreu quando o autor realizou transferências sob orientação de sua namorada, que havia sido atraída por um grupo prometendo recompensas por tarefas cumpridas. Os criminosos utilizaram o aplicativo de mensagens para dispersar os valores rapidamente entre diversas contas bancárias.
Embora a transação tenha sido realizada de forma voluntária, o colegiado entendeu que houve contribuição do banco para o ilícito. A negligência foi configurada pela abertura de contas para estelionatários sem a devida verificação de identidade, facilitando a recepção do dinheiro proveniente do crime.
Quais fundamentos jurídicos garantiram o ressarcimento integral?
A sentença fundamentou-se na responsabilidade objetiva das instituições financeiras, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor e na Súmula 479 do STJ. Abaixo, detalhamos os pilares técnicos que sustentaram a condenação da empresa:
Por que a decisão de primeira instância foi reformada?
Inicialmente, o pedido de ressarcimento havia sido negado sob a justificativa de que a vítima efetuou o pagamento por vontade própria. Contudo, o relator José Conrado Filho destacou que o banco ignorou movimentações atípicas que fugiam ao perfil do correntista.
Ao permitir que contas usadas por golpistas operassem livremente, a instituição falhou no dever de segurança e prevenção. A reforma da sentença garantiu que o valor de R$ 6.000 fosse devolvido com acréscimos de juros e correções monetárias desde a data do evento.
Como as instituições devem agir para evitar contas fraudulentas?
A prevenção de fraudes exige que os bancos implementem processos rigorosos de verificação de clientes e monitoramento de fluxo de caixa em tempo real. A abertura de contas sem critérios sólidos permite que criminosos utilizem o sistema para lavagem de dinheiro e estelionato.
Para evitar prejuízos em plataformas digitais, recomenda-se que o usuário siga estas diretrizes:
- Desconfiar de promessas de lucro fácil em grupos do Telegram
- Verificar a procedência de ofertas de trabalho via mensagens
- Registrar boletim de ocorrência eletrônico após identificar o golpe
- Notificar a instituição financeira imediatamente pelos canais oficiais
No perfil de Renato Cunha (@renatocunha_re), que dedica seu conteúdo a ajudar mais de 150 mil seguidores a não caírem em ciladas financeiras, ele faz um alerta urgente sobre como funcionam os sofisticados (e perigosos) golpes de renda extra que infestam o Telegram:
@renatocunha_re 🚨 Fique atento a propostas suspeitas de renda extra! Estão circulando grupos no Telegram se passando por parceiros do Magazine Luiza, oferecendo oportunidades de renda extra para divulgar Trader e produtos. Cuidado! Essas promessas de ganhos rápidos e altos retornos podem esconder armadilhas financeiras. Depois de pedir investimentos, o dinheiro simplesmente desaparece. ⚠️ Atenção: Magazine Luiza não realiza parcerias desse tipo por grupos de Telegram, WhatsApp ou Instagram. Desconfie de propostas muito lucrativas e de quem pede dinheiro antecipado. Fique alerta ao ser incluído em grupos desconhecidos do nada. 🔒 Proteja-se: Nunca compartilhe seus dados pessoais ou financeiros em grupos desconhecidos. Sempre verifique a autenticidade de qualquer proposta entrando em contato diretamente com a empresa. Denuncie e saia de grupos suspeitos imediatamente. A segurança começa com a informação. Compartilhe esta mensagem para proteger mais pessoas! Não esqueça de me seguir para mais dicas. #rendaextra #telegram #cuidado #alerta #fraude #trader #investimento #compartilhe #divulgue
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Qual o impacto desta decisão para o monitoramento antifraude?
O veredito impõe que as empresas de tecnologia financeira invistam em algoritmos mais eficientes para detectar perfis de risco e contas inativas que subitamente movimentam altos valores. O precedente desencoraja a inércia administrativa diante de crimes eletrônicos crescentes no Brasil.
Em 2026, a segurança dos dados e das transações torna-se o principal diferencial competitivo no mercado bancário. Decisões que punem a negligência na abertura de contas “laranjas” forçam o setor a elevar os padrões de governança e proteção ao patrimônio do cliente.
Onde o consumidor pode buscar auxílio jurídico em casos similares?
Vítimas de golpes digitais podem recorrer aos Juizados Especiais Cíveis para pleitear a devolução de valores quando comprovada a falha sistêmica do banco. O registro de queixas formais em plataformas de mediação e no Banco Central é um passo preparatório essencial.
A organização de extratos, prints e protocolos de atendimento fortalece a tese de falta de monitoramento por parte da instituição. A persistência na via judicial garante que as perdas materiais sejam recompostas, educando o mercado sobre os limites da responsabilidade digital.