O cálculo da pensão alimentícia em 2026 não segue uma tabela rígida, mas baseia-se no equilíbrio entre a necessidade dos filhos e a possibilidade financeira do pai. Para um genitor com renda de R$ 1.600 mensais e dois filhos, a decisão judicial buscará garantir a subsistência básica das crianças sem inviabilizar o sustento do próprio pagador.
O que define o binômio necessidade-possibilidade?
O juiz analisa detalhadamente os gastos essenciais das crianças, como alimentação, educação, saúde e moradia. Simultaneamente, avalia a capacidade econômica do pai, considerando seus gastos fixos e a manutenção de uma vida digna.
Em casos de renda baixa, próxima ao salário mínimo atual de R$ 1.621, os tribunais costumam fixar entre 20% e 30% dos rendimentos líquidos. Isso resultaria em valores entre R$ 320,00 e R$ 480,00 totais para ambos os filhos, dependendo das provas apresentadas no processo.
Quais gastos são incluídos no valor da pensão?
A pensão alimentícia deve cobrir mais do que apenas a comida; ela engloba todo o desenvolvimento do menor. O valor definido em sentença ou acordo homologado deve prever a participação do pai nas despesas ordinárias e, por vezes, nas extraordinárias.
Abaixo, veja como os custos costumam ser distribuídos na análise judicial:
O que acontece se o pai estiver desempregado ou for autônomo?
O desemprego não isenta o pai do pagamento da pensão alimentícia em 2026. Nessas situações, o juiz fixa um valor baseado no salário mínimo vigente. Se o pai trabalha de forma informal, a renda presumida é calculada a partir de seu padrão de vida visível (redes sociais, bens e gastos).
Para quem ganha R$ 1.600, o valor da pensão pode ser reajustado anualmente de acordo com a inflação ou o aumento do salário mínimo nacional. Isso garante que o poder de compra destinado aos filhos não seja corroído pelo tempo.

Como solicitar a revisão do valor da pensão?
Se a renda do pai aumentar significativamente ou se uma das crianças desenvolver uma necessidade especial que exija mais recursos, é possível entrar com uma Ação Revisional de Alimentos. Da mesma forma, se o pai tiver sua capacidade financeira reduzida, ele pode pedir a redução do valor.
Para garantir uma revisão justa, recomenda-se organizar os seguintes documentos:
- Comprovantes de rendimentos (Holerite ou extratos)
- Notas fiscais de gastos fixos dos filhos
- Certidões de nascimento atualizadas
- Provas de mudanças na situação financeira (ex: demissão ou promoção)
Quais as consequências do não pagamento em 2026?
O atraso no pagamento da pensão pode levar a sanções severas. A partir de um mês de inadimplência, já é possível entrar com a execução de alimentos. Em 2026, os sistemas de bloqueio judicial de contas bancárias e ativos digitais estão cada vez mais ágeis.
As penalidades incluem o protesto em cartório (sujando o nome no Serasa e SPC) e a prisão civil, que pode variar de 30 a 90 dias. A prisão não quita a dívida; após a soltura, o débito continua acumulado e sujeito a novas medidas de cobrança.
Qual a importância do acordo homologado judicialmente?
Acordos “de boca” não possuem validade jurídica para fins de execução. Mesmo que haja um consenso entre os pais, é fundamental que o valor seja homologado por um juiz. Isso traz segurança para o pai, que prova seus pagamentos, e para os filhos, que possuem um título executivo em mãos.
A mediação familiar é o caminho mais rápido para definir o sustento dos filhos em 2026. Evitar o litígio prolongado ajuda a preservar o bem-estar emocional das crianças e garante que o foco permaneça no que é mais importante: o desenvolvimento saudável e digno dos menores.