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Início Economia

Governo Lula surpreende com reação inesperada após derrubada do tarifaço nos EUA

Por Junior Melo
20/fev/2026
Em Economia
Governo Lula surpreende com reação inesperada após derrubada do tarifaço nos EUA

Lula - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Auxiliares do Governo Lula avaliam com reserva a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou, nesta sexta-feira (20/2), as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump a produtos de diversos países, entre eles o Brasil, considerada um gesto relevante, porém de impacto ainda incerto para a economia nacional.

Como foi o tarifaço contra o Brasil?

O “tarifaço” foi o conjunto de medidas da administração Donald Trump que elevou em até 50% as tarifas sobre produtos brasileiros, encarecendo mercadorias e reduzindo a competitividade no mercado americano. Setores de bens industrializados, insumos metálicos, produtos químicos e parte do agronegócio perderam espaço e precisaram buscar mercados alternativos.

Especialistas em comércio exterior apontam que o tarifaço atuou como freio em cadeias produtivas dependentes dos EUA, forçando renegociações de contratos e substituição de fornecedores brasileiros.

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Como o governo Lula diz reagiu à decisão dos EUA?

Segundo informações do Metrópoles, apesar da derrubada das tarifas pela Suprema Corte dos EUA, o governo Lula adota cautela e considera prematuro projetar uma recuperação automática das exportações. A equipe econômica destaca que o efeito concreto dependerá da forma de implementação da decisão e de ajustes regulatórios norte-americanos.

Para explicar essa postura prudente, auxiliares ressaltam fatores que podem atrasar ou limitar os ganhos imediatos para o Brasil e exigem monitoramento contínuo:

  • Prazo de transição: mudanças em sistemas aduaneiros e tributários dos EUA podem retardar a queda efetiva das tarifas.
  • Recomposição de contratos: exportadores precisam renegociar preços, logística e volumes com compradores americanos.
  • Concorrência internacional: países que ocuparam o espaço brasileiro durante o tarifaço tendem a manter presença forte.
  • Capacidade de resposta interna: custos elevados, burocracia e infraestrutura precária podem limitar a retomada.

Como o fim do tarifaço pode afetar a economia brasileira?

A retirada das tarifas adicionais abre espaço para recuperação gradual das exportações brasileiras, especialmente em segmentos em que o país já é competitivo, como manufaturados e parte do agronegócio. O mercado americano segue como destino estratégico, e a redução de custos alfandegários tende a facilitar novas vendas e reativar parcerias comerciais.

Analistas apontam possíveis efeitos positivos na balança comercial, estímulo à indústria e geração de empregos ligados à cadeia exportadora, mas lembram que competitividade depende também de câmbio, produtividade e ambiente de negócios.

Qual pode ser o impacto político da decisão nas relações Brasil-EUA?

A decisão da Suprema Corte pode reduzir tensões comerciais e criar ambiente mais favorável ao diálogo, inclusive no encontro previsto entre Lula e Donald Trump. No entanto, assessores do Planalto avaliam que a agenda bilateral continuará abrangendo temas como segurança, meio ambiente, energia e investimentos.

O fim do tarifaço tende a aparecer como sinal de previsibilidade regulatória e oportunidade de reconstrução de confiança entre os dois países, mas não redefine sozinho o conteúdo das conversas. Diplomatas brasileiros seguem monitorando os desdobramentos junto a empresas e entidades setoriais para calibrar a estratégia negociadora. Veja publicação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad:

O Brasil, em todos os momentos se comportou diplomaticamente da maneira mais correta.

Acreditou no diálogo, na disputa pelos canais competentes tanto na OMC quanto no Judiciário americano, estabelecendo uma conversa direta para falar de temas relevantes.

O Brasil, do ponto de…

— Fernando Haddad (@Haddad_Fernando) February 20, 2026

Quais são os próximos passos para o Brasil?

Para transformar a decisão em ganhos duradouros, o governo e o setor privado discutem medidas para acelerar a resposta exportadora, revisando gargalos logísticos e incentivando acordos mais estáveis com parceiros americanos. Há também interesse em diversificar a pauta exportadora, agregando valor a produtos industriais e agroindustriais.

Negociadores brasileiros acompanham de perto a implementação das mudanças pelos EUA e coletam dados sobre fluxos de exportação, a fim de medir o real alcance da decisão. A avaliação interna é que o fim do tarifaço representa uma oportunidade relevante, mas que só se consolidará com coordenação.

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