O novo capítulo envolvendo o nome de Suzane von Richthofen reacende o debate sobre herança, execução penal e cumprimento de pena em regime aberto, agora em meio a uma acusação de furto de bens pertencentes ao tio, o médico aposentado Miguel Abdalla Netto, encontrado morto no início de 2026, em São Paulo.
Como a acusação de furto e disputa pela herança do tio pode afetar?
A suspeita de crime patrimonial pode impactar diretamente a situação jurídica de Suzane, que cumpre pena em regime aberto após condenação a 39 anos pelo assassinato dos pais, em 2002. Segundo boletim de ocorrência da Polícia Civil paulista, a prima Silvia Gonzalez Magnani afirma que Suzane retirou bens da casa de Miguel após sua morte.
Entre os itens mencionados estão uma lavadora de roupas, um sofá, uma cadeira ou poltrona e uma bolsa com documentos e dinheiro, além de um automóvel Subaru XV já citado em processo de família. O conjunto integra um patrimônio estimado em cerca de R$ 5 milhões, hoje no centro de disputa judicial sobre a administração do espólio. As informações são da coluna de Ullisses Campbell pelo jornal O Globo.
O que dizem Suzane von Richthofen e a prima sobre os bens do tio?
No processo em trâmite na Vara de Família e Sucessões de Santo Amaro, discute-se quem será a inventariante e quais herdeiros terão direito aos bens deixados por Miguel. Suzane admitiu à Justiça que entrou no imóvel do tio, retirou pertences e chegou a mandar soldar o portão da residência logo após a morte dele.
Ela sustenta que agiu para proteger aquilo que entende serem futuros bens de seu patrimônio, antes da definição judicial da herança. Já Silvia afirma que a conduta caracterizaria apropriação indevida e violação da posse do espólio, e levou o caso à esfera criminal ao registrar o boletim de ocorrência.
Quais bens estão em disputa no espólio de Miguel Abdalla Netto?
Os itens listados no boletim de ocorrência (dinheiro em espécie, documentos, eletrodomésticos e móveis) são considerados parte do acervo patrimonial do médico. A retirada sem autorização pode ser interpretada como violação da posse do espólio, ponto sensível em inventários, especialmente quando ainda não há inventariante formalmente nomeado.
Além dos objetos retirados do imóvel, o processo sucessório envolve outros bens que ampliam o debate patrimonial entre Suzane e Silvia, que afirma ter vivido em união estável com Miguel por 14 anos e busca o reconhecimento dessa condição para fins de herança:
- Imóvel no Campo Belo, zona sul de São Paulo, onde Miguel foi encontrado morto.
- Automóvel Subaru XV, já mencionado em ações anteriores de família.
- Mobília, eletrodomésticos e valores em dinheiro supostamente retirados por Suzane.
- Documentos pessoais e financeiros considerados relevantes para o inventário.
Qual o impacto da acusação de furto no regime aberto de Suzane von Richthofen?
A discussão central é se a acusação de furto pode levar Suzane de volta à prisão. A simples investigação não revoga automaticamente o regime aberto, mas passa a integrar seu histórico perante a Vara de Execuções Criminais, que avalia o cumprimento das condições impostas ao condenado.
Se houver denúncia do Ministério Público e eventual condenação definitiva por furto, o juiz da execução poderá entender que houve quebra das condições do regime aberto e determinar regressão para regime mais rigoroso, como o semiaberto ou até o fechado, considerando a gravidade dos fatos e a soma das penas.
Como o histórico de heranças influencia o caso atual?
O histórico de conflitos familiares e sucessórios de Suzane adiciona novas camadas ao caso. Em 2002, quando foi apontada como mandante do assassinato dos pais, o patrimônio da família von Richthofen era estimado em cerca de R$ 10 milhões, e o próprio Miguel buscou afastá-la da herança com base na tese de indignidade sucessória.
Mais de duas décadas depois, o nome de Miguel reaparece ligado a Suzane em outra disputa patrimonial, agora em torno de bens avaliados em R$ 5 milhões. Silvia, que alega ter organizado o sepultamento do médico e afirma que Suzane não compareceu ao enterro, também defende que a indignidade sucessória aplicada à herança dos pais seja estendida ao patrimônio do tio.