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Empresa é condenada a pagar R$ 3 mil por colegas que imitavam funcionária

Por Guilherme Silva
10/fev/2026
Em Geral
Funcionária com deficiência isolada em primeiro plano, com colegas rindo e imitando ao fundo desfocado

Funcionária com deficiência isolada em primeiro plano, com colegas rindo e imitando ao fundo desfocado

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A Justiça do Trabalho condenou uma empresa a pagar indenização após colegas imitarem cruelmente o andar de uma funcionária com deficiência física. A decisão envia um recado claro: a omissão do patrão diante do assédio moral custa caro e a dignidade no trabalho não é negociável.

Por que a empresa foi condenada pela atitude dos colegas?

Muitos se perguntam por que a empresa foi punida se as ofensas partiram de outros funcionários. A resposta da Justiça foi contundente: a organização falhou no seu dever de vigilância. Para a magistrada, o empregador não pode lavar as mãos; ele deve garantir um ambiente seguro e intervir imediatamente diante de comportamentos abusivos.

A condenação baseou-se na responsabilidade da empresa pelos atos de quem está sob seu teto e na negligência em proteger a vítima. Ao permitir que a zombaria ocorresse repetidamente sem puxar o freio, a companhia tornou-se cúmplice da humilhação, devendo agora reparar o dano causado à honra e à saúde emocional da trabalhadora.

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Martelo de juiz repousando sobre notas de Reais, simbolizando a multa aplicada à empresa

Como a funcionária provou as humilhações?

Em casos de assédio, a palavra da vítima muitas vezes é questionada, mas aqui a prova testemunhal foi a chave da vitória. Durante o processo, uma testemunha ocular confirmou os episódios de escárnio, descrevendo como os colegas imitavam o caminhar da funcionária, que possui uma limitação física visível.

Esse depoimento foi fundamental para derrubar a defesa da empresa, provando que as zombarias não eram “brincadeiras inofensivas” ou fatos isolados, mas sim uma prática constante de constrangimento público. A consistência do relato convenceu o tribunal de que a dignidade da trabalhadora estava sendo violada sob o nariz da gestão.

Quais leis garantem essa proteção?

A sentença não saiu do nada; ela está alicerçada em princípios fundamentais que protegem a dignidade humana no Brasil e no mundo. O juiz utilizou a Constituição e o Código Civil para mostrar que o ambiente de trabalho não é uma terra sem lei.

Confira na tabela abaixo os pilares legais dessa decisão:

Fundamentos Legais da Decisão
Análise da Responsabilidade e Danos Morais
CF/88
Artigo 5º
CONSTITUIÇÃO
O que diz a lei
O dano moral é plenamente indenizável como garantia fundamental.
Impacto na Decisão
Garante a compensação financeira pela dor e humilhação sofridas.
Código Civil
Art. 932
CIVIL
O que diz a lei
O empregador responde objetivamente pelos atos de seus prepostos.
Impacto na Decisão
A empresa assume o erro e a conduta indevida de sua equipe.
Convenção
OIT 111
INTERNACIONAL
O que diz a lei
Estabelece o combate rigoroso a toda forma de discriminação laboral.
Impacto na Decisão
Reforça a proteção contra o preconceito baseado em aspectos físicos.
“A dignidade da pessoa humana é o valor supremo que baliza a fixação de indenizações trabalhistas.”

O que a empresa tentou alegar?

Na tentativa de evitar a condenação, a defesa da companhia usou a estratégia da negação, alegando desconhecimento total dos fatos. Tentaram pintar um cenário de “ambiente saudável”, mas falharam no básico: não trouxeram provas para sustentar sua versão da história.

Créditos: depositphotos.com / seb_ra
Estátua da justiça – Créditos: depositphotos.com / seb_ra

Qual a lição para o mercado de trabalho?

Essa condenação serve como um alerta pedagógico urgente: tolerância zero com o bullying. O valor de R$ 3.000 é simbólico, mas o precedente jurídico é pesado. Ele avisa que a omissão custa caro e mancha a reputação de qualquer negócio.

O caso reforça que respeito e inclusão não são apenas “palavras bonitas” de RH, mas obrigações legais. Para o mercado, fica a lição definitiva: a dignidade do trabalhador e o respeito às suas limitações físicas são direitos inegociáveis. Quem fechar os olhos para o preconceito dentro de casa, acabará abrindo a carteira na justiça.

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