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Início Justiça

Defesa diz que saúde de Bolsonaro piorou e pressiona por laudo médico para prisão domiciliar

Por Junior Melo
05/fev/2026
Em Justiça
Defesa diz que saúde de Bolsonaro piorou e pressiona por laudo médico para prisão domiciliar

Jair Bolsonaro - Foto: Tânia Rego/Agência Brasil/Arquivo

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A situação jurídica e clínica do ex-presidente Jair Bolsonaro ganhou novo capítulo após a defesa informar ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma suposta piora em seu estado de saúde e reforçar a urgência de análise de um pedido de prisão domiciliar humanitária.

Qual é o contexto da prisão de Jair Bolsonaro?

Jair Bolsonaro está preso desde 15 de janeiro de 2026 no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, após condenação a 27 anos por tentativa de golpe de Estado. Desde o início da execução da pena, a defesa sustenta que o ex-presidente teria condições de saúde que justificariam tratamento diferenciado, com base em critérios humanitários.

Para subsidiar o pedido de prisão domiciliar humanitária, o ministro Alexandre de Moraes determinou perícia médica oficial, realizada em 20 de janeiro de 2026 por profissionais da Diretoria Técnico-Científica da Polícia Federal. O laudo dessa junta médica deve orientar se há compatibilidade entre o estado de saúde de Bolsonaro e a permanência no estabelecimento prisional militar ou se seria necessária alguma flexibilização de regime.

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Como a defesa descreve o quadro clínico e a prisão domiciliar humanitária?

A defesa afirma que Bolsonaro teria saúde fragilizada, com enfermidades pré-existentes, além de recentes episódios de vômitos e crise de soluços prolongada.

No documento enviado ao STF, os advogados alegam agravamento do quadro clínico e pedem que Alexandre de Moraes determine à Superintendência da PF em Brasília a juntada urgente do laudo pericial. Segundo a defesa, sem esse material o assistente técnico não consegue se manifestar e o exame do pedido humanitário fica paralisado, comprometendo o direito de defesa.

Por que o laudo médico da Polícia Federal é decisivo para o STF?

O laudo médico da Polícia Federal funciona como elemento técnico independente, ao qual o STF costuma atribuir peso especial por ser produzido por peritos oficiais com metodologia padronizada. Embora a defesa possa juntar relatórios particulares, a avaliação da PF tende a ser vista como referência para aferir a real gravidade do quadro clínico e a possibilidade de tratamento no cárcere.

Em situações semelhantes, o laudo costuma abordar pontos essenciais para a decisão judicial, permitindo verificar se o sistema prisional consegue assegurar atendimento adequado ou se a prisão domiciliar humanitária é recomendável:

  • Diagnósticos atuais e histórico de doenças preexistentes do condenado.
  • Risco de agravamento do quadro clínico no ambiente prisional específico.
  • Necessidade de tratamento especializado, equipamentos ou suporte médico contínuo.
  • Capacidade da unidade prisional de fornecer acompanhamento e intervenções necessárias.

Quais podem ser os próximos passos no caso?

A partir do pedido da defesa, o ministro Alexandre de Moraes pode determinar prazo ainda mais curto para que a PF junte o laudo aos autos, reforçando a urgência. Também pode solicitar esclarecimentos adicionais da junta médica, caso considere necessário detalhar algum aspecto do exame realizado em 20 de janeiro de 2026 ou complementar informações clínicas.

Após juntado o laudo, abre-se prazo para manifestação do assistente técnico da defesa, que poderá apresentar contrapontos, interpretações distintas e sugerir alternativas de tratamento. Só então o relator decidirá se mantém a prisão na unidade militar, se impõe ajustes estruturais no local de custódia ou se autoriza a prisão domiciliar humanitária com condições e fiscalização específicas.

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