Nas últimas temporadas de calor intenso no Brasil, a procura por soluções de conforto térmico ganhou ainda mais destaque. Em meio às ondas de calor registradas em várias regiões, o interesse por ar-condicionado, ventiladores e outros equipamentos de refrigeração cresceu de forma consistente, enquanto pesquisas recentes indicam uma trajetória de queda nos preços desses aparelhos, ampliando o acesso da população a tecnologias de climatização.
Como as ondas de calor impactam o mercado de climatização residencial?
As ondas de calor afetam diretamente a cadeia de eletrodomésticos de climatização, elevando a demanda por ar-condicionado, ventiladores e climatizadores. Em cenários típicos, esse aumento poderia encarecer os produtos, mas condições econômicas recentes têm amenizado esse efeito.
Entre o fim de 2024 e o começo de 2025, estudos indicaram queda em torno de 3% nos custos de produtos eletroeletrônicos. Câmbio mais estável, acordos de importação, maior competição entre fabricantes e avanço da produção nacional ajudaram a manter preços em trajetória de leve redução.
Quais são os principais fatores que explicam a queda no preço do ar-condicionado?
A queda no preço do ar-condicionado está ligada à ampliação da oferta, à entrada de novas marcas e ao ritmo acelerado de lançamentos. Quando modelos mais modernos chegam ao mercado, versões anteriores ficam mais baratas para liberar espaço em estoque, mantendo bom desempenho a custo menor.
A evolução da eficiência energética, com compressor inverter e sistemas inteligentes, reduziu o consumo e otimizou a produção. Somam-se a isso políticas de incentivo a produtos mais eficientes, frete internacional mais previsível e campanhas agressivas de preço, cashback e parcelamento no varejo físico e online.
Como usar ar-condicionado e ventilador gastando menos energia?
Mesmo com o ar-condicionado mais barato, o gasto com energia segue como preocupação central em períodos de calor extremo. Pequenas mudanças de hábito ajudam a manter o conforto térmico sem elevar demais a conta de luz:
- Ajuste de temperatura: manter o ar entre 23°C e 25°C equilibra conforto e economia.
- Uso do timer: programe desligamento automático, sobretudo de madrugada.
- Limpeza de filtros: higienização regular melhora desempenho e reduz esforço do compressor.
- Ambiente vedado: portas e janelas fechadas evitam entrada de ar quente.
- Ventilador bem posicionado: use em pontos mais altos ou voltado para janelas para circular ou expulsar o ar quente.
Quais estratégias melhoram o uso do ventilador em dias muito quentes?
No caso do ventilador, o ganho está na circulação de ar, não no resfriamento direto. Posicioná-lo corretamente pode gerar sensação térmica mais agradável e complementar o uso de outras soluções de climatização.
Vale ainda combinar o ventilador à ventilação natural, janelas abertas em horários mais frescos e barreiras ao calor, como cortinas, persianas e películas, sempre dando preferência a aparelhos com bom selo de eficiência energética ao renovar o equipamento.
Como se preparar para verões cada vez mais quentes no Brasil?
Estudos climáticos divulgados até 2026 apontam tendência de verões mais longos e intensos em várias regiões. Esse cenário pressiona o mercado a oferecer soluções que conciliem conforto térmico, consumo consciente de energia e preços competitivos.
Para o consumidor, o planejamento envolve a escolha de equipamentos eficientes, comparação de preços em diferentes canais e pequenas adaptações no imóvel, como vedação de frestas, uso de cortinas e cores claras nas paredes, reduzindo a dependência de climatização constante.