O início de 2026 marca uma mudança histórica para milhões de brasileiros que possuem automóveis antigos. Com a promulgação da Emenda Constitucional nº 137, o Brasil passa a adotar uma imunidade tributária uniforme, proibindo a cobrança de IPVA para veículos terrestres de transporte não remunerado que tenham 20 anos ou mais de fabricação.
Como funciona a nova imunidade constitucional do IPVA em 2026?
A nova diretriz, agora integrada ao Artigo 155 da Constituição Federal, estabelece que veículos de passeio, caminhonetes e modelos mistos fabricados há duas décadas deixam de compor a base de arrecadação do imposto. Essa padronização encerra a disparidade entre os estados, beneficiando motoristas em regiões onde a cobrança ainda era agressiva, como em Minas Gerais e Pernambuco.
Embora o valor do IPVA seja zerado para esses modelos, é fundamental que o proprietário compreenda que a isenção não é total sobre todas as obrigações anuais. As taxas de licenciamento e os encargos de seguro obrigatório permanecem vigentes, sendo indispensáveis para a emissão do documento de circulação atualizado em 2026.
Quais os reflexos econômicos para o setor de serviços automotivos?
Especialistas indicam que a desoneração de modelos com mais de 20 anos deve injetar capital diretamente no mercado de reparação. A hipótese central é que o valor economizado pelo contribuinte seja redirecionado para a manutenção corretiva e preventiva, aumentando a segurança viária da frota antiga que circula no país.
Para entender como esse fluxo financeiro deve se comportar no dia a dia e quais setores serão os principais beneficiados, analise a projeção de tendências para este exercício:
Quais estados são mais impactados pela Emenda Constitucional 137?
A unificação traz segurança jurídica, especialmente para os estados que não possuíam isenções automáticas por tempo de fabricação. As Secretarias da Fazenda (SEFAZ) de todo o país tiveram que atualizar seus sistemas para que o benefício fosse aplicado já no calendário de pagamentos de janeiro de 2026, evitando cobranças indevidas.
Essa folga no orçamento familiar permite que o motorista priorize a conformidade técnica do veículo. Entenda como aplicar essa economia na prática para garantir que seu carro antigo continue rodando com segurança:
- Revisão de Freios: Substituição de pastilhas e fluídos com o valor economizado do imposto.
- Suspensão e Pneus: Investimento em componentes que garantem a estabilidade em rodovias.
- Sistema Elétrico: Atualização de iluminação e fiação para evitar panes e multas.
- Troca de Óleo: Rigor no cumprimento dos prazos para preservar a vida útil do motor.
- Documentação: Garantir o pagamento das taxas administrativas para circular sem restrições.
O que o motorista deve fazer para garantir a isenção automática?
Na maioria das unidades federativas, o sistema da SEFAZ identifica o ano de fabricação pelo Renavam e aplica a imunidade sem que o proprietário precise protocolar um pedido. Ao acessar o portal oficial da Fazenda de seu estado, o contribuinte verá o campo do IPVA zerado, restando apenas as guias de licenciamento anual.
É importante ressaltar que a Emenda 137 não perdoa dívidas de anos anteriores ou multas já registradas. Caso o sistema ainda apresente cobrança de IPVA para um veículo fabricado há 20 anos ou mais, o cidadão deve buscar atendimento na SEFAZ regional portando o documento do veículo para solicitar a retificação administrativa imediata.
Veículos de transporte remunerado entram na nova regra?
Um detalhe crucial da legislação é a exclusão de veículos destinados ao transporte remunerado, como ônibus, vans de aluguel e frotas comerciais. Para esses casos, as regras de isenção continuam dependendo das leis estaduais específicas de cada região, não sendo abrangidas pela imunidade automática da Constituição Federal em 2026.
Manter o veículo em dia é um compromisso com a segurança pública. Ao aproveitar o benefício tributário para investir na conservação do seu automóvel, você contribui para um trânsito mais seguro e valoriza o seu bem, transformando o antigo “gasto fixo” em um investimento direto na sua mobilidade cotidiana.