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Início Economia

Banco Central revela R$ 10 bilhões em ‘dinheiro esquecido’ e brasileiros correm para recuperar valores

Por Junior Melo
10/fev/2026
Em Economia
Banco Central revela R$ 10 bilhões em 'dinheiro esquecido' e brasileiros correm para recuperar valores

Dinheiro online - Créditos: depositphotos.com / HayDmitriy

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O Banco Central informou nesta terça-feira (10/2) que brasileiros ainda têm bilhões de reais parados em instituições financeiras, sem uso e à espera dos donos. De acordo com dados oficiais, R$ 10,2 bilhões em dinheiro esquecido podem ser resgatados por meio do Sistema de Valores a Receber (SVR), referentes a dezembro de 2025.

Quanto dinheiro esquecido ainda está disponível para resgate?

Do total disponível, R$ 7,9 bilhões estão vinculados a 49,5 milhões de clientes pessoa física, enquanto R$ 2,2 bilhões podem ser retirados por cerca de 5 milhões de empresas. Esses valores vêm, em geral, de contas encerradas, tarifas cobradas indevidamente, saldos residuais e outros recursos informados ao Banco Central pelas instituições.

Até dezembro de 2025, o órgão informou que já haviam sido devolvidos R$ 13,3 bilhões por meio do SVR, sendo R$ 9,8 bilhões para pessoas físicas e R$ 3,8 bilhões para pessoas jurídicas. Mesmo assim, o sistema ainda registra R$ 10,2 bilhões disponíveis, em sua maioria de baixo valor, mas com grande número de clientes e empresas potencialmente beneficiados.

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Como consultar e resgatar o dinheiro esquecido no Banco Central?

O acesso ao Sistema de Valores a Receber é totalmente digital, feito em ambiente oficial do Banco Central, com autenticação via Gov.br. O processo foi estruturado para reduzir filas virtuais e permitir que cada pessoa faça a consulta de forma segura, em diferentes horários e dispositivos.

Para consultar e tentar resgatar o dinheiro esquecido, o passo a passo informado pelo BC é o seguinte:

  1. Acessar o site oficial do SVR – Sistema de Valores a Receber no período de saque indicado na primeira consulta. Caso a data tenha sido esquecida, é possível retornar ao sistema em períodos de repescagem.
  2. Entrar com a conta Gov.br em nível prata ou ouro. Quem ainda tem conta nível bronze precisa elevar o nível de segurança, o que pode ser feito no site ou no aplicativo Gov.br, seguindo as orientações da própria plataforma.
  3. Ler e aceitar o termo de responsabilidade apresentado pelo sistema, que explica as condições de uso e de devolução dos valores.
  4. Verificar o valor a receber, a instituição responsável pela devolução e a origem do crédito, como conta encerrada, tarifa cobrada ou outra modalidade.
  5. Escolher a forma de recebimento:
    • “Solicitar por aqui”: opção para quem deseja receber via Pix, em até 12 dias úteis;
    • “Solicitar via instituição”: indicado para quem não possui Pix ou prefere tratar diretamente com o banco ou instituição de origem.

O Ministério da Fazenda esclareceu que não existe prazo limite para que clientes retirem esses valores das instituições financeiras. Assim, o dinheiro esquecido permanece disponível para consulta e resgate, sem data final determinada, o que amplia as chances de recuperação por parte dos titulares.

Quem pode se beneficiar dos valores esquecidos?

Segundo o Banco Central, os bancos são os principais detentores dos valores esquecidos, seguidos por administradoras de consórcios, cooperativas de crédito e instituições de pagamento. Esses recursos podem ter origem em diferentes tipos de produtos e serviços financeiros pouco usados ou encerrados sem conferência de saldo.

Entre as principais fontes de valores a receber, destacam-se:

  • contas correntes e poupanças encerradas com saldos residuais;
  • tarifas cobradas e posteriormente estornadas;
  • sobras de consórcios encerrados;
  • valores de carteiras digitais e contas de pagamento pouco utilizadas;
  • outros créditos informados ao Banco Central conforme a regulamentação.

Quem pode ter valores a receber no Sistema de Valores a Receber?

Podem ter valores a receber tanto cidadãos que movimentaram bancos tradicionais e digitais nos últimos anos quanto empresas de diferentes portes. Em muitos casos, o dinheiro esquecido está ligado a produtos financeiros antigos, contas inativas ou serviços contratados há vários anos.

Com a centralização das informações no SVR, o titular passa a ter uma visão mais clara de possíveis créditos dispersos em diferentes instituições. Isso facilita a recuperação de quantias pequenas e médias, que antes ficavam “perdidas” em registros internos de bancos e demais entidades financeiras.

Como funciona o serviço de resgate automático de valores a receber?

Desde 27 de maio, o Banco Central disponibiliza a possibilidade de habilitar uma solicitação automática de resgate dos valores a receber. Com essa função ativada, novos créditos que surgirem no sistema podem ser encaminhados diretamente, seguindo as regras definidas pelo titular, sem necessidade de repetir todo o processo manual.

A adesão ao serviço é facultativa e não altera as demais funcionalidades do Sistema de Valores a Receber, que continuam disponíveis para consulta individual e solicitação pontual de saque. Como se trata de um ambiente sob gestão do Banco Central e integrado ao Gov.br, o acesso utiliza camadas de autenticação e proteção alinhadas às melhores práticas de segurança digital do setor público.

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