A inauguração da Ponte Josimar Oliveira, conhecida popularmente como Ponte da Sibéria, representa uma mudança profunda na rotina da população de Xapuri, no Acre. Após três décadas de espera, a ligação definitiva entre a Comunidade da Sibéria e o Primeiro Distrito deixa de ser apenas um projeto em discursos oficiais e passa a integrar o cotidiano de moradores, produtores rurais e comerciantes, reduzindo a dependência de balsas e catraias para atravessar o rio.
Como a Ponte da Sibéria transforma a mobilidade e a segurança em Xapuri?
Construída em concreto e com extensão de 389 metros, a ponte foi planejada para suportar o tráfego de pedestres, motocicletas, carros e veículos de carga. A travessia contínua elimina a dependência de balsas sujeitas a cheias, vazantes e horários restritos, reduzindo riscos e tempo de deslocamento.
Com rotatória e pavimentação em seu entorno, a obra organiza o trânsito na entrada de Xapuri e dá mais fluidez aos deslocamentos entre bairros e zona rural. O acesso permanente, inclusive à noite, modifica a sensação de isolamento das comunidades ribeirinhas e amplia a circulação para trabalho, estudo e lazer.
De que forma a ponte fortalece a integração social e a identidade local?
Além da conexão física, a ponte funciona como ponto de encontro entre diferentes áreas da cidade, aproximando famílias que viviam separadas pelo rio. A parte inferior cria novo espaço de circulação de pedestres, onde comunidades ribeirinhas costumam se reunir para lazer e atividades diárias.
A homenagem a Josimar “Dimar” Oliveira reforça a memória de uma liderança reconhecida pela luta social em Xapuri. Esse marco urbano passa a simbolizar conquistas coletivas, fortalecendo o sentimento de pertencimento e estimulando eventos culturais, caminhadas e visitas guiadas pela região.
Quais são os principais impactos econômicos da Ponte Josimar Oliveira?
A ponte altera a lógica de escoamento de produtos agrícolas e extrativistas, como castanha, mandioca e borracha, tornando o transporte mais rápido e previsível até o centro da cidade e rotas de acesso à BR-317. Produtores reduzem custos logísticos e ganham segurança para planejar entregas e ampliar a produção.
Com a liberação gradual para veículos leves, médios e pesados, o comércio local tende a se aquecer, favorecendo serviços de frete, turismo e novos empreendimentos em hospedagem, gastronomia e produtos regionais. Entre os usos esperados para o novo corredor de acesso, destacam-se:
- Transporte de produtos rurais até feiras, mercados urbanos e cooperativas;
- Distribuição de insumos agrícolas e materiais de construção nas comunidades;
- Chegada de visitantes atraídos pela história de Xapuri e pela Reserva Extrativista Chico Mendes;
- Ampliação de serviços de transporte coletivo entre áreas urbanas e rurais.
Confira abaixo o vídeo do Governo do Acre (@governo.acre) que apresenta relatos dos moradores da região falando como a nova ponte impactou a vida deles:
@governo.acre A entrega da Ponte da Sibéria transformou a mobilidade do município de Xapuri e realizou um sonho aguardado por mais de 30 anos. A nova estrutura conecta comunidades, garante dignidade no direito de ir e vir e impulsiona a produção rural, fortalecendo o desenvolvimento de toda a região. 🏗️✅ É o governo do Acre reafirmando o compromisso com os 22 municípios, avançando em obras que mudam vidas. 🤝💚 Acesse 📲: agencia.ac.gov.br #obra #desenvolvimento #compromisso #trabalhoparacuidardaspessoas ♬ som original – Governo do Acre
Como a ponte influencia serviços públicos e a vida nas áreas rurais?
Para as áreas rurais, onde vive grande parte da população, a Ponte da Sibéria tem efeito direto no acesso a serviços públicos essenciais. Ambulâncias, vans escolares e veículos de transporte de pacientes circulam com menos interrupções, inclusive em períodos de cheia ou seca do rio.
O novo acesso favorece transporte escolar mais estável, atendimento de saúde mais rápido e maior frequência de deslocamentos para formação profissional, compras e serviços bancários. A ligação contínua facilita ainda ações de assistência social, vacinação, campanhas educativas e atividades culturais em diversas comunidades.
Por que a construção da Ponte Josimar Oliveira é considerada um marco histórico?
A obra, coordenada pelo Deracre em parceria com o Consórcio Rio Acre, recebeu investimento de cerca de R$ 47,6 milhões, sendo R$ 30,9 milhões do governo do Estado e R$ 16,6 milhões de emenda parlamentar. A balsa permanece temporariamente em operação, enquanto o tráfego na ponte é liberado por etapas.
Vista como marco histórico, a ponte encerra um ciclo de mais de 30 anos de promessas e reivindicações por uma ligação segura entre margens opostas do rio. Sua proximidade com a Reserva Extrativista Chico Mendes cria condições melhores para pesquisa, turismo de base comunitária e projetos de conservação, contribuindo para um crescimento socioeconômico mais estruturado em Xapuri.